Uma fonte diplomática latino-americana revelou ao canal saudita Al Hadath que cerca de 400 comandantes de campo do grupo terrorista Hezbollah estão se deslocando do Líbano para países sul-americanos. Os destinos incluem Brasil, Venezuela, Colômbia e Equador.
Motivação e proteção familiar
Segundo a fonte, ligada à embaixada argentina no Líbano, a própria organização libanesa ordenou a partida desses comandantes e suas famílias. O motivo seria o temor de que se tornem alvos em meio ao desmantelamento da infraestrutura militar do Hezbollah, após o cessar-fogo com Israel em novembro do ano passado.
Esforços do governo libanês para o desarmamento
O governo do Líbano já demonstrou a intenção de desarmar o Hezbollah. O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que, em 2025, as armas serão centralizadas sob o controle do Estado. O desarmamento do grupo ocorrerá por meio de “diálogo” para evitar uma guerra civil.
Chegada do Hezbollah e conexões com o crime organizado
A fonte estima que aproximadamente 200 desses líderes já chegaram às nações latino-americanas. Nessas regiões, o Hezbollah já mantém laços com outras organizações criminosas, especialmente as ligadas ao tráfico de drogas. Os 200 comandantes restantes, acompanhados de suas famílias, devem chegar nos próximos dias.