O custo de vida pesou mais no bolso do brasileiro no mês passado. Dados divulgados pelo IBGE mostram que os gastos com supermercado e energia elétrica foram os principais vilões do orçamento familiar.
A inflação de maio voltou a acelerar e trouxe um impacto direto para o dia a dia da população. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12), revelou que o custo de vida foi fortemente pressionado pelo aumento nos preços dos alimentos para consumo em casa e pelo encarecimento da conta de luz.
Os vilões do orçamento: Energia e Supermercado
O resultado do IPCA reflete o que o consumidor já vinha sentindo na prática, portanto, que o dinheiro está rendendo menos nas compras de necessidade básica. O grupo de alimentação e bebidas foi um dos principais motores de alta do índice. Dessa forma, fatores climáticos adversos e a entressafra de produtos importantes reduziram a oferta no campo, elevando os custos de transporte e repassando a conta final para as prateleiras dos supermercados.
Além da comida, o grupo de Habitação também pesou negativamente para as famílias. O grande responsável por essa pressão foi a energia elétrica residencial, que, portanto, sofreu reajustes tarifários em diversas regiões do país e encareceu a manutenção básica dos lares brasileiros.
O que ficou mais caro e o que barateou?

Para entender exatamente onde o impacto foi maior, o IBGE detalhou o comportamento dos preços dos itens de alimentação. Enquanto alguns produtos de uso diário dispararam, outros trouxeram um leve alívio para a feira semanal.
Os produtos que mais subiram de preço:
- Tubérculos e hortaliças: A batata-inglesa e a cebola lideraram as altas do mês, sofrendo diretamente com as questões climáticas nas áreas de cultivo.
- Leite e derivados: O leite longa vida, item essencial no café da manhã, também registrou aumento significativo nas gôndolas.
- Grãos básicos: O arroz e o feijão apresentaram reajustes. Por isso, pesou diretamente no prato feito do trabalhador.
Os produtos que ficaram mais baratos:
- Carnes: Alguns cortes de carne bovina e suína registraram queda de preço, oferecendo uma alternativa de proteína mais acessível.
- Frutas específicas: Itens sazonais que tiveram boa colheita no período apresentaram recuo nos valores, ajudando a equilibrar parcialmente as compras do mês.