O laudo pericial apontou que a causa da morte foi uma lesão na região abdominal
Uma bebê de apenas 1 ano e 9 meses de idade morreu após sofrer agressões dentro de casa em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O padrasto da criança confessou o crime, o que levou à sua prisão, e agora deve responder por feminicídio.
Mãe da vítima estava em uma entrevista de emprego no momento do ocorrido
De acordo com a polícia, a mãe da menina estava em uma entrevista de emprego no momento das agressões.
A vítima, Maya Costa Cypriano, morreu na última semana. Segundo o relato da mãe, Emanuele Costa, ela havia saído de casa ainda de madrugada para participar de um processo seletivo e deixou a filha sob os cuidados do companheiro, Lukas Pereira do Espírito Santo.
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Suspeito chegou a informar que a criança havia passado mal
De acordo com Emanuele, o homem entrou em contato durante a manhã informando que a criança passava mal, sem mencionar qualquer tipo de agressão. Ao retornar para casa, por volta do meio-dia, a mãe encontrou a filha em estado grave.
– Ela estava semiacordada e com o corpo gelado – afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.
Familiares (ou o socorro) levaram a criança à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campinho, na Zona Norte da cidade, mas ela já chegou sem vida após uma parada cardiorrespiratória. Profissionais de saúde acionaram a polícia ao identificarem marcas de violência no corpo.
Laudo indicou violência
Inicialmente, a mãe e o padrasto prestaram depoimento na 29ª DP (Madureira), e a delegacia os liberou. No entanto, o laudo pericial apontou que a causa da morte foi uma lesão na região abdominal, indicando violência. O caso passou, então, a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Na última sexta-feira (03), policiais civis cumpriram mandado de prisão contra Lukas. Em depoimento, ele confessou ter agredido a criança.
Comoção e pedido de justiça
A mãe afirmou que o homem não demonstrou arrependimento. O corpo da menina foi enterrado na tarde de domingo (05), no Cemitério do Caju, na região portuária do Rio, sob comoção de familiares e amigos, que pediam justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar se há outros envolvidos no caso.