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PF investiga milícia digital em Macapá e desvios de R$ 25 milhões

Os agentes federais descobriram um esquema que usava dinheiro público para financiar ataques virtuais. O ex-prefeito Dr. Furlan é o principal alvo da operação que apura o desvio milionário.

Uma suposta milícia digital em Macapá virou o alvo principal da Polícia Federal nesta terça-feira (26). O esquema criminoso desviou milhões dos cofres públicos de forma estruturada. Portanto, a ação policial foca na gestão do ex-prefeito da cidade, Dr. Furlan. As autoridades cumprem diversos mandados de busca e apreensão desde o início da manhã.

Como funcionava o esquema de R$ 25 milhões

A investigação detalha uma engrenagem sofisticada de corrupção e difamação. Com efeito, os envolvidos desviaram cerca de R$ 25 milhões da prefeitura da capital do Amapá. O ex-prefeito Dr. Furlan gerenciava a estrutura, segundo o inquérito da Polícia Federal. Além disso, o grupo usava esse dinheiro para pagar profissionais de tecnologia e influenciadores digitais.

Dessa forma, a organização criminosa mantinha uma rede ativa de perfis falsos nas redes sociais. Esse exército virtual promovia ataques políticos sistemáticos contra adversários da gestão. Consequentemente, eles espalhavam fake news para manipular a opinião pública local.

Disseminação de fake news e provas apreendidas

Os policiais federais recolheram farto material durante as buscas desta terça-feira. Por causa disso, computadores, celulares e documentos físicos já estão sob posse da perícia técnica. O objetivo é rastrear as contas bancárias que recebiam os repasses ilícitos.

Nesse sentido, a polícia identificou agências de publicidade e empresas de fachada no esquema. Os contratos superfaturados maquiavam os pagamentos para a milícia digital. Assim, a prefeitura justificava a saída dos R$ 25 milhões dos cofres municipais como despesas regulares.

Próximos passos e bloqueio de bens

Agora, a Justiça determinou o bloqueio imediato dos bens dos investigados. Do mesmo modo, a medida visa garantir a devolução do dinheiro público desviado. Os suspeitos devem responder por associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

Afinal, a população de Macapá exige transparência e rigor nas punições. O Ministério Público continuará acompanhando a análise dos equipamentos apreendidos para identificar novos participantes do esquema.

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