Minissérie da Netflix estreia em 29 de maio e transforma a campanha do tricampeonato mundial em drama sobre pressão, política e bastidores
A Netflix estreia nesta sexta-feira (29), a minissérie Brasil 70: A Saga do Tri. Produzida em parceria com a O2 Filmes, a obra acompanha o time que chegou ao México pressionado pela eliminação em 1966 e terminou a competição como uma das equipes mais importantes da história do futebol.
A Seleção de 1970 antes de virar mito
A série chega em um momento estratégico, às vésperas da Copa de 2026, e olha para o tricampeonato além dos gols, das imagens históricas. A produção dramatiza a troca de comando entre João Saldanha e Zagallo e o peso político do período.
A força de Brasil 70: A Saga do Tri está em tratar uma conquista conhecida como se ela ainda estivesse em risco. Depois do fracasso na Copa de 1966, a Seleção Brasileira precisava recuperar prestígio, reconstruir a confiança e provar que ainda era referência no futebol mundial. Além disso, esse olhar afasta a minissérie de uma simples homenagem esportiva.
Em entrevista ao site O Liberal, Pedro Morelli explicou que a ficção permite acessar momentos que os registros da época não alcançaram: “Já existem muitos documentários sobre o Pelé, a Copa de 70, sobre todas as Copas, e ficção não tinha. Acho que ela permite a gente viver uma intimidade com os personagens, tipo de cena onde nunca teria uma câmera, um jornalista ou alguém gravando, o Pelé no quarto dele pensando.”
Pelé, Saldanha e Zagallo sustentam o drama
No centro da trama estão Pelé, João Saldanha e Zagallo, figuras decisivas para transformar a campanha de 1970 em drama. Lucas Agrícola vive o Rei do Futebol, enquanto Rodrigo Santoro interpreta Saldanha, técnico afastado antes da Copa, e Bruno Mazzeo assume o papel de Zagallo, chamado para manter o grupo unido.
Lucas Agrícola falou sobre o peso de interpretar Pelé em entrevista ao portal O Tempo. “É um peso gigante contar a história desse cara que é um ícone mundial, é uma responsabilidade muito grande”, afirmou ele, acrescentando. “Eu fiz todos os testes, sabia que era uma série de futebol e pensei ‘vou aparecer uns três minutinhos’, eu não sabia que ia ser o Pelé”, completou.
Bastidores afastam a série do documentário
Ao apostar na ficção, Brasil 70: A Saga do Tri tenta reconstruir não apenas os jogos, mas também as conversas e tensões que ficaram fora das câmeras. A série troca a certeza da vitória pela dúvida de quem ainda precisava atravessar a pressão antes da consagração.
A recriação das partidas também exigiu uma estrutura ambiciosa, com coreografias de jogo, drones, carrinhos de câmera, efeitos visuais e centenas de figurantes. Lucas Agrícola comparou as gravações a uma sequência de ação. “Era uma coreografia mesmo, precisava que outros jogadores acertassem pra eu também acertar”, confessou o ator.