Damares listou requerimentos apresentados ao longo das investigações
Na quarta-feira (14), o pastor Silas Malafaia cobrou publicamente um posicionamento da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A cobrança veio após ela afirmar, em um vídeo divulgado no Instagram do portal da Rádio 92.3 FM (@92naweb). Na publicação a senadora afirmou que “grandes igrejas” estariam envolvidas no esquema de fraudes do INSS.
Suspeitas graves
Malafaia compartilhou o vídeo em suas redes sociais, e exigiu que a parlamentar apresente provas ou esclareça a quem se referia. “Ou ela prova o que está dizendo ou precisa se retratar”, afirmou. Segundo o pastor, a declaração da senadora lançou suspeitas graves sem citar nomes, instituições ou fatos concretos.
Damares emite nota
Em nota publicada em seu perfil no Instagram, Damares afirmou ser a autora do requerimento que levou à criação da CPMI do INSS. Além disso, ela destacou que atua como membro titular da comissão desde o início dos trabalhos. De acordo com a senadora, as informações citadas por ela são públicas e constam em documentos oficiais analisados e aprovados pelos integrantes da comissão.
Igrejas citadas
Após a fala de Malafaia, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou uma lista de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação ou de transferência de sigilo aprovados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Na publicação, Damares listou requerimentos apresentados ao longo das investigações, que, segundo ela, se baseiam em indícios identificados em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira e dados da Receita Federal.
Entre os pedidos citados estão transferências de sigilo envolvendo a Adoração Church, a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church, conhecido como SeteChurch, e a Igreja Evangélica Campo de Anatote.
Investigações de fraudes
A CPMI do INSS investiga um esquema nacional de descontos e empréstimos consignados irregulares aplicados contra aposentados e pensionistas. Nesse sentido, a comissão já reuniu milhares de documentos já foram analisados, e há pedidos em andamento para a suspensão de milhões de contratos considerados suspeitos. O encerramento dos trabalhos está previsto para março, com possibilidade de prorrogação.