Francisca Cardoso e o marido ficaram feridos após colisão com caminhonete; mulher suspeita que atropelamento tenha sido proposital
A avó materna das crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidas desde janeiro no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, ficou ferida após sofrer um atropelamento. O caso ocorreu semanas depois de Francisca Cardoso falar publicamente sobre o desaparecimento dos netos.
O atropelamento aconteceu na sexta-feira, 27 de fevereiro. Francisca sofreu fraturas no punho e no joelho, enquanto o marido dela, José Emídio, teve fratura exposta no joelho. O casal permanece internado e deverá passar por cirurgias.
Avó de crianças desaparecidas em Bacabal fica ferida em atropelamento
De acordo com relatos da família, Francisca Cardoso e o marido trafegavam em uma motocicleta quando uma caminhonete branca atingiu o veículo.
Logo depois da colisão, o motorista deixou o local sem prestar socorro às vítimas. Como resultado, o casal precisou de atendimento médico e segue internado.
Francisca sofreu fraturas no punho e no joelho. Já José Emídio apresentou fratura exposta no joelho e também deverá passar por cirurgia.
Francisca levanta suspeita de atropelamento proposital
Após o ocorrido, Francisca Cardoso afirmou que não acredita que o atropelamento tenha sido um acidente.
Segundo ela, o episódio pode ter ocorrido de forma proposital. A suspeita surgiu principalmente porque o atropelamento aconteceu semanas depois de a mulher falar publicamente sobre o desaparecimento dos netos.
Além disso, Francisca declarou recentemente que acredita que as crianças não estejam na área de mata onde as equipes concentraram as buscas.
Até o momento, as autoridades não confirmaram qualquer ligação entre o atropelamento e o desaparecimento das crianças.
Desaparecimento das crianças completa dois meses
Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026 no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.
Naquele dia, as crianças saíram de casa acompanhadas do primo Anderson Kauan, de 8 anos, para procurar um pé de maracujá próximo à comunidade.
No entanto, apenas o menino reapareceu. Trabalhadores rurais encontraram Anderson quatro dias depois no meio da mata, a cerca de cinco quilômetros do povoado. Ele estava desidratado e precisou ficar internado por cerca de 15 dias.
Buscas pelas crianças mobilizam grande operação
Desde o desaparecimento, as forças de segurança mobilizaram uma grande operação de buscas na região.
Equipes utilizaram cães farejadores, drones e até helicópteros para varrer áreas consideradas estratégicas. Ao todo, mais de 260 agentes percorreram cerca de 200 quilômetros de áreas de mata.
Além disso, as equipes também realizaram buscas em trechos do Rio Mearim, lagos e regiões alagadas próximas à comunidade.
Em determinado momento, os cães farejadores seguiram o rastro das crianças até a margem do rio. Por isso, a polícia passou a considerar a possibilidade de rapto e transporte pela água.
Apesar das operações, as autoridades ainda não localizaram as crianças.
Investigação segue em andamento no Maranhão
A Polícia Civil do Maranhão mantém o inquérito aberto e continua realizando diligências para esclarecer o desaparecimento.
Enquanto isso, as equipes realizam novas varreduras sempre que surgem indícios ou pistas que possam ajudar a localizar as crianças.
Mesmo após dois meses de buscas, o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael permanece desconhecido.