Na última semana, Jason Miller, conselheiro do presidente americano Donald Trump, disse que não irá desistir até que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seja preso.
Essa declaração surgiu como reação a um post em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fala sobre o ex-assessor presidencial Filipe Martins.
Críticas à condenação de Bolsonaro
De acordo com Miller, o que Moraes está fazendo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “é repugnante”. Ele se manifestou por meio da rede social X.
– O que ele está fazendo com o presidente @JairBolsonaro é repugnante, e o que ele fez com @filgmartin é repreensível. Não vou desistir até que o careca esteja atrás das grades e receba tudo o que merece!!! – escreveu Jason.
Contradição sobre viagem aos EUA
Na última sexta-feira (10), a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos informou que Filipe Martins não entrou no país norte-americano em 30 de dezembro de 2022. Essa informação é crucial serviu como elemento determinante para que o ministro Alexandre de Moraes, mantivesse Martins preso por seis meses.
– Essa constatação contradiz diretamente as alegações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes, um indivíduo que foi recentemente sancionado pelos EUA por suas violações de direitos humanos contra o povo brasileiro – declarou a agência norte-americana.
O caso Filipe Martins
Filipe Martins é réu no STF sob a acusação de envolvimento em uma suposta trama golpista. Anteriormente, uma investigação da PF havia constatado que ele teria entrado nos EUA, em uma comitiva junto ao então presidente Jair Bolsonaro.
Diante disso, a Alfândega afirma que Moraes “citou um registro errôneo para justificar a prisão de meses de Martins”. O órgão disse ainda que “a inclusão desse registro impreciso nos sistemas oficiais do CBP (sigla da Alfândega) permanece sob investigação. Além disso, o CBP tomará as medidas apropriadas para evitar que discrepâncias futuras ocorram”.