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Polícia investiga se crianças foram levadas do Maranhão a São Paulo

Crianças vistas em hotel de São Paulo não são irmãos desaparecidos em Bacabal

As buscas seguem em andamento

A Polícia Civil de São Paulo descartou a informação de que alguém teria visto os irmãos Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, em um hotel no Centro da capital. As equipes foram até o local, mas confirmaram que as crianças encontradas não são as que desapareceram.

Desaparecimento

Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro no povoado São Sebastião dos Pretos na zona rural de Bacabal. As buscas seguem em andamento.

De acordo com as informações, buscas pelas crianças continuam em áreas de mata, rios e lagos, em paralelo a uma investigação rigorosa, segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins.

Leia a nota na íntegra da SSP-SP

“A Polícia Civil, por meio da Divisão Antissequestro do DOPE, esclarece que ninguém encontrou as crianças citadas em São Paulo. Os policiais da divisão souberam da denúncia, foram aos endereços informados e constataram que as crianças presentes no local não são as que desapareceram.”

Kauã recebe alta, retorna a quilombo e ganha casa nova

O menino de 8 anos encontrado com vida após desaparecer em uma área de mata no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, recebeu alta médica e retornou à comunidade onde mora. Wanderson Kauã foi acolhido pela família e passou a viver em uma nova casa, doada pela Prefeitura de Bacabal.

Colaboração com informações sobre o desaparecimento

Após deixar o hospital, o menino passou a auxiliar as equipes de segurança nas buscas pelos primos, que seguem desaparecidos. A colaboração ocorre com autorização judicial e acompanhamento de profissionais, respeitando o estado emocional da criança.

Segundo as autoridades, os relatos têm ajudado a refinar as áreas de busca, especialmente em trechos de mata e proximidades de cursos d’água na região.

Operação reúne centenas de pessoas e diversos recursos

As buscas pelos dois primos continuam mobilizando uma força-tarefa formada por bombeiros, policiais civis e militares, além de voluntários e moradores da comunidade. A operação utiliza cães farejadores, equipes de mergulho e varreduras terrestres em áreas de difícil acesso.

Desde o desaparecimento, ocorrido no início do mês, diversas linhas de investigação vêm sendo analisadas, enquanto as equipes seguem empenhadas na tentativa de localizar as crianças.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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