A antiga defesa deixou o caso no domingo (10), após relatar ameaças
A defesa de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, presa suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica grávida Samara Regina, de 19 anos, alega que a empresária pode ter transtornos mentais.
“A Carolina provavelmente tem algum distúrbio psicológico, como borderline ou dupla personalidade, e devemos levar isso em conta”, disse o advogado de defesa Otoniel D’Oliveira Chagas..
A mudança na estratégia da defesa ocorre após a conclusão de laudos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, que confirmaram que os áudios com supostas confissões de agressões contra Samara são da empresária.
Defesa de empresária deixou o caso
A antiga defesa deixou o caso no domingo (10), após relatar ameaças. Em depoimento, a empresária havia negado ser a autora das gravações.
A polícia aguarda o resultado da perícia em um equipamento de DVR apreendido na residência da empresária em Paço do Lumiar. O aparelho armazena imagens das câmeras internas e pode fornecer provas visuais das agressões relatadas por Samara.
Nessa segunda-feira (11), a Polícia Civil ouviu Yuri Silva do Nascimento, marido da empresária. Ele foi liberado após prestar depoimento.
Marido de Carolina disse que não está envolvido
Aos investigadores, Yuri disse que só soube do caso depois que o cunhado, irmão de Carolina, o chamou. De acordo com o delegado Walter Wanderley, ele não estava no local, mas na mesma rua onde ocorreram as agressões, consertando a parte elétrica de um carro. O irmão de Carolina também foi ouvido pela polícia.
Carolina Sthela está presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Já o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, acusado de participar das agressões, está preso no Comando Geral da Polícia Militar.
A polícia investiga os dois pelos crimes de:
- Tentativa de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima);
- Tortura;
- Cárcere privado;
- Injúria, calúnia e difamação.
Carolina Sthela afirmou à Polícia Civil que o anel citado no caso estava avaliado em R$ 5 mil. Ela também disse estar grávida de três meses e ter problemas de saúde.