A disseminação de notícias falsas tem colocado a família das crianças em situação de risco
O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Éderson Martins, disse nesta terça-feira (27), que não procede a informação de que a mãe e o padrasto de Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, teriam vendido as crianças por R$ 35 mil.
Notícias falsas colocam família em risco
Segundo as informações, circulam nas redes sociais, boatos sobre uma suposta venda dos irmãos desaparecidos em Bacabal. No entanto, a polícia desmente esta versão.
O delegado alertou que a disseminação de notícias falsas tem colocado a família das crianças em situação de risco.
“Essa informação (que as crianças foram vendidas) não procede. Infelizmente, com tanta informação falsa, estão colocando a família das crianças em constante risco. As equipes checam todas as informações que chegam e não descartam nenhuma linha de investigação.”, afirmou Ederson Martins.
Mãe e padrasto das crianças não são suspeitos
De acordo com o delegado, a mãe e o padrasto não são alvo da investigação neste momento, já que não há indícios de que tenham cometido crimes contra os meninos.
Boatos divulgados nas redes sociais afirmaram que encontraram R$ 35 mil em uma conta bancária ligada à mãe das crianças e que indiciaram o casal no inquérito, informações que a Polícia Civil também negou.
Linhas de investigação
Apesar de não descartarem nenhuma hipótese, Ederson Martins reforçou que a principal linha de investigação indica que as crianças podem ter se perdido na mata.
“A principal (linha de investigação) desde o início é das crianças realmente terem se perdido na mata”, destacou.
Por fim, sobre a ausência de vestígios nas áreas de busca, que incluem a mata e o Rio Mearim, o delegado afirmou que o cenário ainda permanece indefinido.
“Enquanto não tiver localização de mais indícios, tudo pode ter acontecido”, concluiu.