Edit Template
Edit Template
Domiciliar é necessidade médica de Bolsonaro, afirma especialista

Domiciliar é necessidade médica de Bolsonaro, afirma especialista

O histórico de saúde do ex-presidente também é considerado um fator relevante

Um dos principais infectologistas do país avalia que o acompanhamento da saúde do líder conservador, Jair Bolsonaro, poderia ser mais adequado fora do ambiente prisional.

Alternativa mais segura

Para Jean Gorinchteyn, ex-secretário de Saúde do estado de São Paulo, a prisão domiciliar seria a alternativa mais segura.

— A prisão domiciliar é uma necessidade médica neste momento para que profissionais de saúde acompanhem o ex-presidente e testem constantemente sua capacidade de alimentação — disse.

Necessidade de acompanhamento constante

De acordo com o especialista, a principal preocupação envolve possíveis dificuldades de deglutição, problema que é conhecido como disfagia, que pode levar alimentos, líquidos ou até saliva para as vias respiratórias em vez de seguirem para o esôfago. Esse tipo de quadro aumenta o risco de broncoaspiração.

Gorinchteyn explica que pacientes com essa condição exigem acompanhamento frequente para que os médicos avaliem a capacidade de engolir e orientem adaptações na dieta. Os profissionais devem ajustar continuamente a consistência dos alimentos e dos líquidos para reduzir o risco de aspiração.

Leia mais: Bolsonaro está em UTI com broncopneumonia bacteriana, diz boletim

Histórico de saúde é fator relevante para domiciliar

Os especialistas também consideram o histórico de saúde do ex-presidente um fator relevante para o quadro atual. Desde o atentado à faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro passou por diversas cirurgias abdominais, o que pode influenciar na capacidade de deglutição. Além do acompanhamento fonoaudiológico, o tratamento costuma incluir fisioterapia respiratória.

Ele também observa que quadros de depressão podem intensificar esse processo. A prostração e a redução da atividade física contribuem para uma deterioração mais rápida da musculatura, o que pode afetar diretamente a recuperação.

Tratamento atual

Já em relação ao tratamento atual, o especialista explica que a pneumonia aspirativa pode provocar não apenas uma infecção nos pulmões, mas também uma resposta inflamatória sistêmica no organismo. Em alguns casos, essa reação pode atingir outros órgãos, como os rins.

– Em determinados casos, o que se observa é uma resposta inflamatória mais difusa, sistêmica, que pode acabar comprometendo outros órgãos além do pulmão, como o rim – disse.

O acompanhamento clínico costuma incluir monitoramento de febre e de indicadores inflamatórios no sangue, como a proteína C reativa (PCR). Caso esses parâmetros permaneçam elevados, os médicos podem decidir ampliar ou modificar a cobertura antibiótica para atingir possíveis agentes infecciosos diferentes

Compartilhar artigo:

Leilane vilaça

Escritor e colunista

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template

© 2025 Portal R92 – Todos os direitos reservados

×