Buscas seguem pelo décimo primeiro dia
A mãe dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, se pronunciou pela primeira vez desde o desaparecimento das crianças em Bacabal. Clarice Cardoso, falou publicamente sobre a dor de esperar por notícias que possam levar ao reencontro com os filhos.
“Eu só espero que encontrem meus filhos. Se alguém pegou, quero saber quem foi e por quê. É isso que passa na minha cabeça o tempo todo”, desabafou.
Locais de buscas por irmãos
Questionada sobre a possibilidade de as crianças estarem na mata, Clarice afirmou que não sabe o que pensar. Segundo ela, as equipes fizeram buscas em várias áreas da zona rural do município, mas não encontraram nenhuma pista até o momento. Mais de 600 agentes de segurança e voluntários participam das buscas.
“Eu não sei. Já procuraram em todas as áreas ao redor e não encontraram nada”, lamentou.
Leia mais: BACABAL: laudo conclui que Anderson Kauan não sofreu violência sexual
Impactos emocionais
O impacto emocional tem sido profundo. Nesse sentido, Clarice contou que enfrenta dificuldades para dormir e se alimentar, precisando recorrer a medicação para conseguir descansar.
“Tem sido muito difícil. Precisei tomar remédio para dormir, não conseguia comer. É uma dor que não desejo para ninguém”, disse, emocionada.
Buscas seguem pelo décimo primeiro dia
As buscas pelas crianças Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, completam 11 dias nesta quarta-feira (14), em Bacabal, no Maranhão. Os irmãos desapareceram no dia 04 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata no Quilombo de São Sebastião dos Pretos.
Três dias após o desaparecimento, Anderson Kauã, de 8 anos, que também havia sumido, foi encontrado por produtores rurais. Ele estava nu e desorientado e segue internado no Hospital Geral de Bacabal, onde recebe acompanhamento médico e psicológico.