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Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que segue para o Senado

O texto-base que extingue a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso passou na primeira grande etapa legislativa. A votação expressiva na Câmara dos Deputados joga a pressão para os senadores.

A discussão nacional sobre o fim da escala 6×1 avançou de forma histórica no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Agora, o projeto segue para o Senado Federal, onde analistas políticos preveem debates intensos e maior resistência.

O placar da votação e o apoio dos partidos

A aprovação da proposta exigia um quórum qualificado por se tratar de uma alteração na Constituição Federal. Surpreendentemente, o painel eletrônico registrou um apoio muito superior ao mínimo necessário para a aprovação na Câmara dos Deputados.

Abaixo, veja os números consolidados da votação realizada no dia 27 de maio de 2026:

Orientação do VotoQuantidade de Deputados
A Favor do Fim da Escala461 votos
Contra o Fim da Escala19 votos
Ausentes33

Partidos de esquerda e de centro deram votação em massa a favor da proposta. Em contrapartida, as legendas de oposição e de ala mais conservadora orientaram o voto contrário, alegando impactos financeiros para os pequenos comerciantes.

O que muda com o texto aprovado?

A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal e redefine a jornada semanal dos trabalhadores celetistas (CLT). Por isso, o objetivo central é dar mais qualidade de vida ao trabalhador sem reduzir o salário atual.

O texto prevê duas mudanças principais na rotina trabalhista brasileira:

  • Extinção do Modelo Atual: Fica proibida a escala onde o funcionário trabalha seis dias seguidos e folga apenas um.
  • Nova Jornada Máxima: A carga horária semanal máxima cai de 44 horas para 36 horas, abrindo espaço para modelos de quatro dias de trabalho (escala 4×3) ou cinco dias (escala 5×2).

Resistência e os próximos passos no Senado

Apesar da vitória expressiva na Câmara, o projeto entra em uma fase de maior aperto político a partir desta quinta-feira (28). Dessa forma, no Senado Federal, o perfil dos parlamentares é historicamente mais conservador e ligado aos setores produtivos e industriais.

Portanto, entidades que representam o comércio e o setor de serviços já iniciaram uma forte pressão nos gabinetes em Brasília. Os empresários argumentam que a redução drástica da jornada sem o corte de salários pode gerar inflação e demissões. Por isso, os senadores devem propor alterações e audiências públicas, o que pode arrastar o calendário de votação final.

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