Estudo transforma resíduo agrícola em tecnologia sustentável para diversos setores industriais
O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) conquistou sua primeira patente estrangeira com uma pesquisa a partir da coroa do abacaxi. Além disso, o reconhecimento internacional consolida o trabalho desenvolvido no Campus Imperatriz e amplia a presença da ciência maranhense no cenário global.
IFMA conquista primeira patente estrangeira com tecnologia sustentável

O IFMA conquista primeira patente estrangeira após transformar um resíduo agrícola em solução industrial de alto valor agregado. A professora Ana Angélica Macêdo liderou a pesquisa no Campus Imperatriz e, junto com sua equipe, identificou aplicações da fibra da coroa do abacaxi em setores automobilístico, biomédico, eletroeletrônico, têxtil e de embalagens.
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial concedeu o título da patente. Portanto, o reconhecimento garante exclusividade sobre a invenção e protege o conhecimento científico produzido pela instituição.
Além disso, o estudo recebeu o nome de “Processo de reticulação de fibras da coroa do abacaxi”. A equipe iniciou a parceria internacional em 2022 com o professor Fernando Mendes, do Instituto Politécnico de Coimbra. Desde então, os pesquisadores avançaram no desenvolvimento de materiais compósitos sustentáveis a partir de fibras vegetais.
Primeira patente estrangeira com cooperação internacional
O processo de registro começou em 2023. Em seguida, o pedido foi publicado em 2024 e, agora, ocorreu a concessão definitiva da patente. A cooperação estratégica envolveu o INOPOL, ligado ao Instituto Politécnico de Coimbra. Dessa forma, o INOPOL figura como titular e o IFMA atua como cotitular da tecnologia.
Além disso, a Agência IFMA de Inovação (AGIFMA) coordenou o depósito da patente. O laboratório do Campus Imperatriz recebeu investimentos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), o que fortaleceu a infraestrutura da pesquisa.
Enquanto isso, estudantes do curso de Engenharia Elétrica, Moisés Morais e Fancielle Freitas, participaram diretamente do desenvolvimento do estudo.
Ampliação do impacto científico

O IFMA conquista primeira patente estrangeira e, com isso, amplia suas possibilidades de negociação com o setor produtivo. Agora, a instituição poderá licenciar a tecnologia para empresas interessadas.
Além de gerar inovação, a patente fortalece a formação acadêmica e estimula a pesquisa multidisciplinar. Ao mesmo tempo, a tecnologia permite substituir materiais sintéticos por alternativas naturais, reduzindo custos e impactos ambientais.
Portanto, a conquista representa mais do que um reconhecimento formal. Ela simboliza a força da cooperação científica, impulsiona a inovação e reforça o papel do IFMA no desenvolvimento tecnológico sustentável.
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