Otávio Vitor foi apresentado na sede da Seic, logo após a prisão
A Polícia Civil do Maranhão cumpriu, na tarde de segunda-feira (02), em São Luís, um mandado de prisão preventiva contra Otávio Vitor, irmão da influenciadora digital Tainá Sousa.
Investigações
A polícia investiga Otávio por integrar uma organização criminosa suspeita de explorar jogos de azar, como o “Jogo do Tigrinho”, e lavar dinheiro.
De acordo com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), a Justiça decretou a prisão após o investigado descumprir, de forma reiterada, a medida cautelar que o proibia de acessar redes sociais.
Mesmo após a Justiça intimá-lo da decisão, o homem — irmão da influenciadora digital que lidera o grupo criminoso — continuava a publicar conteúdos, desrespeitando a determinação judicial.
Prisão
Após a prisão, os agentes apresentaram o investigado na sede da Seic e, em seguida, o encaminharam para uma unidade prisional da capital, onde ele aguardará as ordens da Justiça.
Em julho do ano passado, a polícia já havia mirado o suspeito em uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão.
A polícia prendeu Tainá Sousa no ano passado
Em 1º de agosto de 2025, a polícia prendeu a influenciadora Tainá Sousa sob suspeita de liderar o esquema. Equipes da Seic cumpriram o mandado de prisão preventiva, também em São Luís.
Em setembro, a Justiça do Maranhão concedeu habeas corpus à influenciadora, que responde ao processo em liberdade.
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Como funcionava o esquema criminoso do Jogo do Tigrinho
As investigações conduzidas pela Seic apontaram que a organização criminosa, liderada pela influenciadora digital com atuação em São Luís, utilizava as redes sociais para promover o jogo de azar conhecido como “Tigrinho”. A prática consistia em atrair vítimas por meio de promessas enganosas de ganhos rápidos e elevados.
Composição da organização criminosa
Ainda segundo as investigações, influenciadores responsáveis pela promoção dos jogos compunham o grupo criminoso. Além disso, o esquema contava com uma gerente encarregada de coordenar um grupo de WhatsApp destinado a captar jogadores e vítimas em nome da líder da organização. Nesse sentido, haviam também indivíduos responsáveis pela lavagem do dinheiro obtido de forma ilícita, além de um grupo armado que atuava fornecendo proteção ao esquema.