Durante entrevista ao Programa do Ratinho, exibida pelo SBT na noite desta segunda-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou que juízes não podem assumir posições políticas. Além disso, ele classificou a parcialidade do Judiciário como um dos principais entraves institucionais do país atualmente.
– Eu acho que eu posso ter lado, você pode ter lado, quem não pode ter lado é juiz – disse.
Crítica à parcialidade de juízes
A declaração ocorreu portanto, em meio à repercussão negativa da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro Alexandre de Moraes do STF, no evento de lançamento do SBT News. Nesse sentido, o ocorrido gerou inúmeras críticas à direção da emissora.
Ratinho defende imparcialidade das emissoras
Durante o programa, por sinal, Ratinho defendeu que emissoras de televisão não devem ter lado político, por se tratarem de concessões públicas. Segundo o apresentador, em um comentário indireto sobre a polêmica envolvendo o SBT, o canal da família Abravanel sempre teve uma postura imparcial. Ratinho lembrou das eleições presidenciais de 2022, quando entrevistou os nomes que participaram da disputa.
– O SBT não tem lado, a televisão, nenhuma televisão tem que ter lado, televisão é uma concessão pública, não pode ter lado – disse o comunicador.
Proposta para o Bolsa Família e a “porta de saída”
Na entrevista, Flávio foi perguntado sobre o programa Bolsa Família, sobre o qual defendeu uma retomada da política adotada durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele afirmou que a proposta era oferecer uma “porta de saída” aos beneficiários. A ideia seria permitir que quem conseguisse emprego mantivesse o auxílio por um período de transição, acumulando renda do trabalho e benefício social
Bolsa Família
– Como é que o Bolsonaro fazia, e a gente tem que voltar a fazer, Ratinho, ele dava uma porta de saída, falava assim: “Ó, se você arrumar um emprego, você que tá no Bolsa Família, se você arrumar um emprego, você vai ficar mais de dois anos recebendo o Bolsa Família, mais o seu salário, e mais duzentos reais, o governo vai pagar pra você arrumar um emprego” – sugeriu.
Na avaliação do senador, programas de transferência de renda devem funcionar como instrumento de inclusão temporária, e não de dependência permanente do Estado. O senador lembrou que a ampliação do valor do benefício, durante o governo Bolsonaro, se deu justamente em razão do equilíbrio das contas públicas e do combate a desvios em estatais.
– A gente tem que tratar as pessoas com dignidade, e o Estado dá uma mão, dá uma alternativa pra que ela possa caminhar com as próprias pernas e não dependam mais de político nenhum na sua vida – finalizou.