O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu substituir o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP).
Lula e os ministros palacianos Rui Costa, Gleisi Hoffmann e Sidônio Palmeira definiram a mudança nesta segunda, após reunião com Boulos e Macêdo.
O Diário Oficial da União (DOU) deve publicar a nomeação de Boulos na edição desta terça-feira (21).
Agradecimento e justificativa presidencial
“Convidei o deputado Guilherme Boulos para assumir o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele vai substituir Márcio Macêdo na função, a quem agradeço por todo o trabalho realizado em nosso governo”, disse Lula nas redes sociais.
Estratégia política da troca
As partes interessadas vinham discutindo a troca há meses e a anunciaram na segunda-feira (20). Nesse sentido, Boulos já havia sinalizado estar disposto a virar ministro quando Lula o sondou.
A troca na Esplanada representa uma tentativa do governo de se aproximar do eleitorado pensando nas eleições de 2026, uma vez que a Secretaria-Geral é a responsável pelas agendas do presidente com representantes de movimentos sociais, como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), ligado à militância de Boulos.
Perfil do novo ministro
Nascido na capital paulista, Guilherme Boulos, de 43 anos, é graduado em Filosofia pela USP e concluiu o mestrado em Psiquiatria pela mesma instituição. Já em 2022, Boulos conquistou a posição de deputado federal mais votado de São Paulo, somando 1.001.472 votos.
Pelo PSOL, foi candidato à Presidência da República em 2018 e disputou a Prefeitura de São Paulo na eleição municipal de 2020 e 2024 — em ambas ocasiões avançou ao segundo turno e acabou derrotado.
Por fim, ficou conhecido por sua atuação junto ao MTST, diz em sua biografia oficial ter se dedicado, durante duas décadas, “à luta social por moradia digna e reforma urbana no Brasil”.