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Lula publica artigo em jornais internacionais após tarifa de Trump

Lula publica artigo em jornais internacionais após tarifa de Trump

Um dia após Trump taxar as exportações do Brasil em 50%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um artigo, em ao menos nove jornais internacionais, onde criticou tarifas e pediu a retomada do compromisso com a diplomacia.

Publicação e Repercussão

O texto saiu em veículos da China, Argentina, Itália, Espanha, Alemanha, Reino Unido e Japão na quinta-feira (10/7). Jornais dos Estados Unidos, porém, não o divulgaram até o momento.

De acordo com o governo brasileiro, eles negociaram os artigos antes do “tarifaço” do Trump para defender o multilateralismo. Na sexta-feira, outros jornais devem publicar o mesmo texto.

Crítica ao Protecionismo e à “Lei do Mais Forte”

No artigo, Lula afirmou que 2025 pode ser marcado como aquele em que a ordem internacional entrou em colapso.

Sem citar os EUA, o líder brasileiro criticou a “lei do mais forte”, e afirmou que tarifas ameaçam o sistema internacional de comércio.

“A lei do mais forte também ameaça o sistema multilateral de comércio. Tarifas abrangentes interrompem as cadeias de valor e empurram a economia global para uma espiral de preços altos e estagnação. Além disso, a OMC foi esvaziada e ninguém se lembra da Rodada de Desenvolvimento de Doha”, disse um trecho do artigo divulgado na mídia internacional.

O Cenário de Ruptura e a Necessidade de Reformas

Nas palavras do presidente brasileiro, o cenário de ruptura internacional e do enfraquecimento de instituições internacionais já acontece há alguns anos. Como exemplo, ele citou as decisões dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU sobre guerras recentes.

“As fissuras já eram visíveis há muito tempo. Desde as invasões do Iraque e do Afeganistão, a intervenção na Líbia e a guerra na Ucrânia, alguns membros permanentes do Conselho de Segurança banalizaram o uso ilegal da força. A omissão em relação ao genocídio em Gaza representa uma negação dos valores mais básicos da humanidade. A incapacidade de superar as diferenças está alimentando uma nova escalada de violência no Oriente Médio, cujo capítulo mais recente inclui o ataque ao Irã”, afirmou Lula.
Em outro trecho, o líder brasileiro voltou a pedir uma reformulação em organizações internacionais, como o próprio Conselho de Segurança da ONU, por não refletirem mais “a realidade atual”.

Além disso, Lula disse que é “urgente” a retomada do “compromisso com a diplomacia”, e a reconstrução de um verdadeiro “multilateralismo”. Só assim, segundo o presidente do Brasil, o mundo será capaz de parar de assistir o aumento da desigualdade, de guerras e da destruição do planeta.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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