A Polícia Federal deflagrou, na manhã de segunda-feira (08), a Operação Segunda Dose. A PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na ação. A investigação apura falsificação de documentos e exercício ilegal da medicina no município de Caxias-MA.
Dinâmica da operação
A operação se desenrolou com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão. Nesse sentido, o foco principal foi a médica e secretária de Proteção Social, Primeira Infância e Pessoa Idosa, Adriana Sousa. Adriana é mãe do prefeito de Caxias, Gentil Neto (PP). Com isso, os agentes federais se dirigiram a diversos endereços na cidade.
A residência de Adriana Sousa foi o primeiro local, depois os policiais visitaram as dependências da Secretaria Municipal de Proteção Social, e unidades de saúde.
Cumprimentos de mandatos
De acordo com a PF, durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Federal apreendeu aparelhos celulares e computadores, que serão submetidos à perícia técnica.
Além disso, os policiais federais encontraram uma caixa com medicamentos, que seriam destinados ao Fundo Municipal de Saúde, e R$ 467 mil, valor que estava em caixas de sapatos e em uma mala, sem que fosse apresentada comprovação lícita de origem.
Abrangência das investigações
Diante dos achados, a investigação agora passa a abranger, além dos crimes inicialmente apurados, os crimes de peculato e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de Adriana Sousa da Secretaria de Proteção Social, Primeira Infância e Pessoa Idosa e a suspensão da atividade médica.