A nova tentativa ocorreu depois que a PF rejeitou, no mês passado, a primeira versão da delação. Integrantes da investigação concluíram que os dados apresentados pouco agregavam ao conteúdo já apurado. Além disso, eles apontaram a impressão de que o banqueiro buscava proteger pessoas próximas.
De acordo com as investigadores, os elementos reunidos apontam para possíveis crimes envolvendo corrupção, organização criminosa e o uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar informações sigilosas.
Daniel Vorcaro trocou de advogado após a primeira rejeição. O advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, foi o responsável pela primeira delação. No entanto, pessoas próximas ao banqueiro disseram que o defensor dificultou a relação com o relator do caso Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O advogado criminalista Sérgio Leonardo assumiu então o caso, com uma equipe bem mais enxuta do que na primeira tentativa: de 14 advogados, o grupo foi reduzido para apenas cinco. A segunda proposta foi protocolada na Procuradoria-Geral da República nos primeiros dias de junho.
Diante de mais uma negativa, há poucas chances de a Polícia Federal conceder outra possibilidade para o banqueiro delatar sobre o caso. Daniel Vorcaro segue preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.