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PT quer veto de impulsionamento de posts críticos a governos

PT quer veto de impulsionamento de posts críticos a governos

O PT também aborda o uso de inteligência artificial nas eleições

O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a retirada de um trecho da minuta das regras para as eleições de 2026. De acordo com o partido, o trecho abre espaço para o impulsionamento pago, nas redes sociais, de críticas à atuação de governos durante a pré-campanha.

Alegação de ataques pagos ao governo do petista

A legenda do presidente Lula argumenta que a proposta permitiria ataques pagos ao governo. O petista disputará a reeleição, sem que o presidente pudesse reagir da mesma forma a adversários.

O que diz o texto

O texto em debate afirma que não configura propaganda eleitoral antecipada negativa a crítica à administração pública, mesmo com impulsionamento, desde que não haja elementos explícitos da disputa. Hoje, porém, a jurisprudência do TSE veda o impulsionamento de propaganda negativa, inclusive na pré-campanha, autorizando pagamento apenas para conteúdos que beneficiem candidatos.

Leia mais: “Brasil é maior que golpistas”, diz Lula na abertura do ano judiciário

Desequilíbrio

Para o PT, a regra proposta cria desequilíbrio e ignora que não há como separar pré-campanha e disputa eleitoral.

– Toda crítica formulada por pré-candidato à gestão pública, nesse período, é inevitavelmente associada ao pleito vindouro; do contrário, sequer haveria razão para a regulamentação específica das práticas de pré-campanha – diz o partido.

Campanhas de desqualificação

O partido também sustenta que, ainda com limites formais de gastos, a pulverização de impulsionamentos por inúmeros pré-candidatos pode concentrar grandes volumes de recursos em campanhas de desqualificação de um único governo.

No texto enviado ao TSE, o PT também aborda o uso de inteligência artificial nas eleições. A legenda defende a proibição desse tipo de tecnologia em materiais de campanha e propõe a inversão do ônus da prova, atribuindo ao acusado a responsabilidade de demonstrar a autenticidade de imagens e vídeos, e não ao denunciante provar sua falsidade.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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