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Servidor é encontrado atuando em sete prefeituras do MA

Servidor é encontrado atuando em sete prefeituras do MA

Um levantamento do Ministério Público de Contas do Maranhão (MPC) revelou que um servidor acumulava ilegalmente sete cargos em diferentes prefeituras do estado. Gilson Pereira Costa acumulava salários que somavam R$ 15.546 por mês.

O MPC considerou a situação irregular e encaminhou o caso ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

Inviabilidade de conciliar horários e distâncias

A investigação do MPC revelou que o servidor estava nas folhas de pagamento de sete municípios: Amapá do Maranhão, Centro Novo, Godofredo Viana, Junco do Maranhão, Presidente Médici, Santa Rita e Turilândia. Suas funções variavam entre cargos comissionados, contratados e efetivos. De acordo com o órgão, a carga horária declarada totalizava 156 horas semanais, um número impossível de cumprir.

Além disso, o MPC destacou as grandes distâncias entre as cidades, chegando a quase 500 km em alguns casos, o que tornaria inviável o comparecimento de Gilson em todos os locais de trabalho. Essa constatação reforçou a suspeita de recebimento de salários sem a devida prestação de serviço.

Falhas na transparência e pedido de suspensão de pagamentos

As apurações do Ministério Público de Contas também expuseram falhas na transparência dos municípios. Em Amapá do Maranhão, Presidente Médici e Godofredo Viana, as folhas de pagamento de 2025 estavam desatualizadas. Em Santa Rita e Turilândia, o nome do servidor não aparecia nos registros mais recentes, apesar de constar no sistema do TCE.

Suspensão de pagamentos

Nesse sentido, o MPC solicitou a suspensão imediata dos pagamentos a Gilson Pereira Costa, até que ele comprove sua frequência nos cargos. O órgão acredita que há indícios de enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário.

A representação, assinada pelo procurador Jairo Cavalcanti Vieira, também pede a abertura de uma Tomada de Contas Especial para investigar os valores recebidos indevidamente e determinar a devolução dos recursos. O documento foi enviado a todas as prefeituras envolvidas no caso.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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