O fundo tem como representante legal o escritório do advogado Paulo Calixto
O empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, afirmou em sua nova proposta de delação premiada que o patrocínio destinado ao filme Dark Horse, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não envolveu qualquer tipo de ‘troca de favores’.
O motivo da deliberação
De acordo com a publicação, Vorcaro decidiu incluir o assunto na colaboração após o vazamento de mensagens em que discutia o financiamento do projeto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O objetivo, segundo interlocutores do banqueiro, seria registrar sua versão dos fatos e esclarecer as circunstâncias da operação.
A defesa da legalidade
Na proposta encaminhada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), Vorcaro sustenta que as negociações ocorreram de forma “republicana” e dentro da legalidade. Conforme a versão que ele apresentou, as negociações não condicionaram o patrocínio a qualquer benefício, compromisso ou retribuição.
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O caminho do dinheiro
Ainda segundo o relato, uma empresa ligada ao banqueiro enviou os recursos destinados ao projeto para o fundo offshore Havengate, nos Estados Unidos. O fundo tem como representante legal o escritório do advogado Paulo Calixto, que atua na defesa de Eduardo Bolsonaro no país.
Os limites do relato e próximos passos
Aliados de Vorcaro afirmam, contudo, que os esclarecimentos prestados pelo empresário se concentram na origem e no envio dos recursos. Além disso, a delação não detalharia o destino final do dinheiro nem traria garantias de que os valores foram efetivamente empregados na produção cinematográfica.
A nova proposta de colaboração foi protocolada em 1º de junho e aguarda manifestação das autoridades. A expectativa da defesa é receber uma resposta da PF e da PGR nos próximos dias.