Marius Borg Høiby está em prisão preventiva desde o mês de fevereiro
Nesta segunda-feira (15), um tribunal de Oslo condenou a quatro anos de prisão Marius Borg Høiby, filho da princesa Mette-Marit da Noruega. A emissora de televisão pública NRK informou que a justiça determinou a sentença devido a dois casos de estupro e por maus-tratos a uma de suas ex-namoradas.
Condenação e absolvições parciais
Høiby, de 29 anos e que não faz parte da família real norueguesa, foi absolvido de outros dois estupros pelo tribunal.
O Ministério Público norueguês havia pedido sete anos e sete meses de prisão pelos 39 crimes de que acusavam o jovem. No entanto, a defesa pedia a absolvição das acusações mais graves e aceitava uma pena menor de um ano e seis meses.
Detalhes das acusações
O jovem, fruto de um relacionamento de Mette-Marit anterior ao seu casamento com o príncipe herdeiro Haakon, enfrentava quatro acusações de estupro. O tribunal considerou provados dois desses casos, um ocorrido no porão da residência dos príncipes herdeiros em Skaugum e outro no apartamento da vítima.
Situação prisional e ausência no julgamento
Por motivos de saúde, o filho de Mette-Marit não esteve presente na sala durante a leitura do veredito. A defesa de Høiby informou que reservará um tempo para estudar a sentença antes de decidir se irá recorrer ou não.
As autoridades mantêm Høiby em prisão preventiva desde o dia 2 de fevereiro. A polícia o prendeu um dia antes do início do julgamento por ele cometer novos crimes, entre eles o de violar a proibição de se aproximar de uma das vítimas.
Pedidos de prisão domiciliar
Marius pediu em várias ocasiões para cumprir a preventiva em sua casa com uma tornozeleira eletrônica, mas o Ministério Público e a Justiça rejeitaram a solicitação devido ao risco de reincidência.
A última tentativa ocorreu há poucos dias, quando o jovem apelou para a doença de sua mãe, que foi incluída na lista de espera para um transplante de pulmão devido ao agravamento da fibrose pulmonar crônica que lhe foi diagnosticada em 2018. No entanto, embora um tribunal de primeira instância tenha decidido a favor de Høiby, o Tribunal de Apelação aceitou o recurso do Ministério Público e a defesa optou por não recorrer ao Supremo Tribunal.
Høiby já havia admitido anteriormente ter problemas com o álcool e outras drogas, além de sofrer de transtornos psicológicos.