Ele associou o caso a denúncias que fez sobre o Banco de Brasília
Nesta quinta-feira (18), o líder da Oposição no Senado, Izalci Lucas (PL-DF), disse que a operação da Polícia Federal (PF) contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reforça suspeitas de corrupção no partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar defendeu que é necessária uma CPMI do Banco Master.
Declarações e acusações de Izalci
De acordo com Izalci, a investigação não configuraria um episódio isolado. Ele associou o caso a denúncias que fez sobre o Banco de Brasília (BRB) e afirmou que “onde estiver o PT, terá corrupção”.
A PF deflagrou, nesta quinta-feira, a nona fase da Operação Compliance Zero e tem como alvo principal de busca e apreensão o senador Jaques Wagner. Além disso, a investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação do parlamentar no esquema.
Desdobramentos e outros alvos de busca
Além de mirar endereços de Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. De acordo com as inverstigações, Lima é ex-sócio de Vorcaro e criou no governo da Bahia (na gestão de Wagner) um sistema de crédito consignado para servidores públicos. Mais tarde, o Banco Master incorporou esse mesmo modelo.
Apreensão de dinheiro e detalhes das vantagens indevidas
A Polícia Federal apreendeu 49 mil dólares em espécie (R$ 250 mil), em um endereço ligado ao senador Jaques Wagner, em Brasília (DF). De acordo com a investigação, Wagner teria negociado sua atuação política no Congresso Nacional em troca de vantagens indevidas, como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões.
Autorização judicial e fontes
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi quem autorizou a operação desta quinta. A decisão do magistrado aponta detalhes das suspeitas sobre Jaques Wagner. As informações são do Poder360, do Estadão e do G1.