O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou que pretende alugar um imóvel no Condomínio Solar de Brasília, local onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reside atualmente e cumpre prisão domiciliar. Segundo o parlamentar, a casa serviria como um centro de apoio para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.
Estratégia de provocação
Janones falou claramente que o objetivo é fazer a vida do líder conservador “um inferno”.
– O objetivo é ter uma casa, fazer um QG para a eleição presidencial no mesmo condomínio do vagabundo do Bolsonaro, para fazer a vida dele um inferno, fazer o enfrentamento, mostrar que nós não temos medo, que nós sabemos jogar o mesmo jogo deles – declarou à imprensa durante um evento em Divinópolis (MG) na última sexta-feira (19).
A expectativa pela decisão de Alexandre de Moraes
Lembrando, no entanto, que a prisão domiciliar de Bolsonaro pode ser revogada, uma vez que o prazo estabelecido se encerra na próxima quinta (26). A decisão caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O parlamentar é conhecido por adotar um discurso combativo e cheio de provocações.
Combate político
Em um treinamento de comunicação promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Janones chegou a utilizar expressões agressivas ao comentar estratégias de disputa política e comunicação nas redes sociais. Na ocasião, ele também citou como exemplo uma campanha que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao crime organizado, afirmando que a equipe envolvida construiu a narrativa gradualmente.
Ainda no evento, o parlamentar afirmou considerar justificável utilizar todos os recursos disponíveis para, em suas palavras, “defender a democracia no país”.
Invasão de privacidade
A estratégia de provocação presencial já foi adotada anteriormente por Bernardo Moreira Amado Barros, ex-assessor de Janones. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Bernardo aparece utilizando um megafone para ironizar a situação judicial e as condições de saúde de Bolsonaro.
Para ter acesso ao local, ele disse que iria visitar uma moradora, no dia 14 de novembro do ano passado. No entanto, Barros usou um megafone para protestar contra o líder conservador. As informações são do Metrópoles.
O condomínio processou o ex-assessor.
Na ação judicial, a administração pede que a Justiça proíba Barros de utilizar o acesso ao residencial para circular por áreas internas ou se dirigir a imóveis sem autorização prévia, prevendo multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.