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Lula e o G7

O incrível caso do presidente que diz que o G7 não precisa existir… mas vai pela 9ª vez

Luiz Inácio Lula da Silva, mais uma vez, nos presenteia com uma daquelas declarações que fazem a gente parar, respirar fundo e perguntar: será que ele se escuta? Ao desembarcar no Canadá para mais uma reunião do G7, Lula simplesmente disse que o grupo “não precisa existir”. Mas, veja bem, foi a nona vez que ele aceitou o convite da “festa dos ricos” — como ele mesmo classificou.

É no mínimo curioso. Se o G7 é tão desnecessário assim, por que tanta vontade de marcar presença? “Eu participo para não dizer que recuso a festa dos ricos.” Essa foi a frase. Parece piada, mas é o presidente do Brasil falando. E isso, sinceramente, preocupa.

Estamos falando de um grupo que reúne sete das maiores potências do planeta: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Eles não estão ali por acaso. São nações que decidem o rumo da economia global, da geopolítica, da tecnologia, do meio ambiente. Dizer que esse grupo não precisa existir soa mais como despeito de quem não foi chamado para sentar à mesa de forma fixa.

Se o G20 é mais representativo, ótimo. Trabalhe para que o Brasil se destaque nele. Mas menosprezar o G7 enquanto faz check-in no hotel da cúpula é tipo “Não gosto desse tipo de festa, não tem nada a ver comigo”…Mas vai, se diverte, e ainda posta pra todo mundo ver.

E enquanto tudo isso acontece lá fora, aqui dentro, o Brasil vai afundando em problemas que parecem não preocupar tanto o presidente. Lula já passou mais de 100 dias fora do país em pouco mais de um ano de governo. É muita milhagem acumulada e pouca entrega concreta. IOF subindo, economia instável, Congresso pressionando… e nada de respostas. Inclusive, sobre o IOF, ele foi perguntado várias vezes. E preferiu o silêncio.

Aliás, parece que a moda agora é essa: ignorar o caos. O ministro da Fazenda tirou férias em meio à crise — porque sim. É o famoso “depois a gente vê”.

E talvez seja só impressão minha, mas parece que existe hoje um governo mais preocupado com diplomacia de aparências do que com gestão real. Mais preocupado com discursos e eventos lá fora do que com contas, reformas e o drama de quem vive aqui dentro.

Talvez eu esteja errada mesmo. Talvez o próximo destino internacional do presidente seja mais importante do que resolver a vida de milhões de brasileiros. Ou talvez, só talvez, governar o Brasil merecesse um pouco mais de tempo na agenda.

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Wemilly Moraes

Escritor e colunista

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