A Universidade da Pensilvânia (UPenn) decidiu banir atletas transgêneros das equipes esportivas femininas. A decisão veio após um acordo firmado no início de julho, com o Departamento de Educação dos EUA. Além disso, a instituição removerá os recordes e prêmios conquistados anteriormente por atletas trans.
Violação do título IX e o caso Lia Thomas
Essa decisão surge após uma investigação federal que determinou que a universidade violou a lei Title IX, que proíbe a discriminação sexual em programas educacionais financiados pelo governo. A participação da nadadora trans Lia Thomas nas temporadas de 2021 e 2022 impulsionou a investigação.
Termos do acordo e reações
Pelo acordo, a UPenn comprometeu-se a restituir todos os títulos e recordes obtidos por atletas trans a mulheres biológicas, e, além disso, a enviar cartas de desculpas às nadadoras impactadas. Em resposta a isso, a secretária de Educação, Linda McMahon, comemorou a medida. “Graças à liderança do presidente Trump, a UPenn reconheceu os erros e garantiu proteção ao esporte feminino”, afirmou McMahon, alertando que o governo pode cortar verbas de instituições que não cumprirem as novas diretrizes.
Destino dos recordes de Lia Thomas
Lia Thomas foi a primeira atleta trans a vencer um campeonato nacional da NCAA em 2022. Embora a universidade já tenha removido seus recordes do site, a Ivy League ainda a mantém como recordista em algumas provas.
Justificativa da Universidade e pressão federal
De acordo com o presidente da universidade, J. Larry Jameson, a universidade firmou o acordo para garantir que os atletas atuais possam competir sem o risco de sanções. O Departamento de Educação tem intensificado a pressão sobre outros estados.