A polícia considera este um dos principais ladrões de veículos do estado do Rio de Janeiro e segurança pessoal de Doca, um dos chefes do CV e controlador do Complexo da Penha. De acordo com o secretário da corporação, delegado Felipe Curi, o cantor teria participado ativamente de uma tentativa de obstruir uma operação policial e resistiu com violência à ação dos agentes.
Declaração da Polícia Civil
Em entrevista à TV Globo, Curi afirmou: “Ele está sendo indiciado, no dia de hoje, por associação para o tráfico de drogas, por ligação direta dele com a facção criminosa Comando Vermelho. Após esse evento, ele fugiu e se escondeu no Complexo da Penha. Gravou um vídeo que é uma confissão. Portanto, trata-se de um marginal faccionado ligado à facção Comando Vermelho”.
Interferência em operação policial
A Polícia Civil aponta que Oruam interferiu pessoalmente na tentativa de apreensão de um adolescente conhecido como Menor Piu. A polícia considera este um dos principais ladrões de veículos do estado do Rio de Janeiro e segurança pessoal do traficante Doca, um dos chefes do CV e controlador do Complexo da Penha.
Tumulto e fuga do rapper
Durante a operação policial contra Piu, que a polícia realizou na região do Joá, na Zona Oeste do Rio, onde Oruam mora, o cantor utilizou as redes sociais para convocar pessoas em motocicletas ao local. O rapper Piu escapou da viatura depois que a polícia o apreendeu. Ele mesmo gerou um tumulto ao atirar pedras contra os policiais, o que o ajudou a fugir.
Cenas registradas mostraram o cantor gritando palavrões contra o delegado responsável pela ação. Além disso, um policial chegou a ser ferido no ataque de Oruam. Os agentes, diante do flagrante, entraram na residência do rapper, onde prenderam um outro homem. O cantor, por sua vez, escapou para o Complexo da Penha, de onde gravou um vídeo provocando as autoridades.
Desafio e ligação familiar
“Eu quero ver você vir aqui, pô! Me pegar aqui dentro do complexo! Não vai me pegar, sabe por causa de quê? Que vocês peida!”, disse.
O rapper ainda afirmou que estava sendo perseguido por “ser filho de bandido”. O Ministério Público aponta o pai do cantor, o traficante Marcinho VP, como um dos chefes do Comando Vermelho. Atualmente, ele está preso em uma penitenciária federal.