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O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, e um amigo dele identificado como Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira agora são réus por tentativa de homicídio qualificado.

Oruam vira réu por tentativa de homicídio contra policiais no RJ

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam virou réu por tentativa de homicídio qualificado. O novo status legal vem após decisão da juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Denúncia do Ministério Público

A magistrada acatou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e determinou um novo mandado de prisão preventiva para Oruam. O cantor já estava preso pelo episódio em que ele e amigos teriam atrapalhado o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

Além disso, imagens daquela noite mostram o artista golpeando uma viatura da PM antes de os policiais deixarem a rua onde a operação ocorreu.

Ataque contra a equipe policial

O MPRJ afirma que, depois da apreensão do adolescente, os dois acusados (Oruam e Willyam) e outras pessoas não identificadas lançaram pedras de uma varanda com 4,5 metros de altura. As pedras atingiram as costas de um dos agentes e obrigando outro policial a se proteger atrás do carro.

Os promotores alegam dolo eventual, pois os acusados assumiram o risco de causar mortes. Eles destacam que a conduta foi torpe e cruel, o que abre a possibilidade de aplicação da Lei dos Crimes Hediondos. As pedras, de acordo com o órgão, chegavam a quase 5 kg e poderiam matar.

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Apologia à violência

Além das agressões, Oruam teria feito postagens nas redes sociais incentivando violência contra policiais e desafiando a atuação das forças de segurança no Complexo da Penha. O rapper já responde por tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência qualificada, desacato, dano qualificado, ameaça e lesão corporal. Ele se entregou em 22 de julho, depois de permanecer algumas horas foragido.

O que diz a defesa

Sobre o caso, a defesa de Oruam afirma que “Mauro não atentou contra a vida de ninguém” e que a situação será esclarecida no processo. Além disso, a assessoria do artista disse que “em momento de extremo desespero e legítima defesa”, Oruam “jogou pedras nos mais de 20 carros descaracterizados que estavam em sua porta após ser ameaçado de morte com armas de fogo, socos, chutes, empurrões”.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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