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Lula reverte a lógica do narcotráfico: “traficantes são vítimas dos usuários também”

Traficantes “são vítimas dos usuários” de drogas, diz Lula

“Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”. A frase é do presidente Lula (PT). O petista aproveitou a agenda na Indonésia nesta sexta-feira (24), para comentar as ações do governo dos Estados Unidos contra o tráfico internacional de drogas.

Detalhamento do assunto

Lula detalhou sua linha de raciocínio: “então você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra. Tem gente que compra porque tem gente que vende. Então, é preciso que a gente tenha mais cuidado no combate à droga.”

O presidente ainda classificou o atual modus operandi do combate ao tráfico como “batalha do bem contra o mal”, e defendeu que haja julgamento antes de qualquer ação ostensiva.

Trump intensifica combate ao narcotráfico

Sob a gestão do presidente Donald Trump, o governo americano tem intensificado o combate ao narcotráfico, sobretudo no Caribe. Na quarta-feira (22), a defesa americana divulgou um vídeo do bombardeamento de um barco no Oceano Pacífico.

De acordo com o secretário do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, o barco era utilizado para transportar drogas. As três pessoas que estavam a bordo da embarcação morreram.

Lula e Trump

Lula e Trump podem se encontrar presencialmente na Ásia no próximo domingo (26). Caso ocorra, será a primeira reunião oficial dos dois — no fim de setembro, eles se “esbarraram” por poucos segundos durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, nos EUA.

Expectativa positiva

Em visita à Indonésia, Lula se mostrou confiante no resultado da reunião com o líder norte-americano Donald Trump e disse “não existir veto” sobre nenhum assunto que será discutido entre eles, incluindo a punição aplicada aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, o petista, o acordo com Trump será boa para ambos países.

“Essa reunião está sendo esperada há algum tempo. Eu tenho todo interesse em ter essa reunião e mostrar que houve um equívoco nas taxações. Houve um certo truncamento, mas depois do telefonema do Trump acho que estamos caminhando para mostrar que não há divergência que não possa ser dirimida quando duas pessoas com boa vontade se sentam em uma mesa”, disse.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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