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RJ divulga os primeiros nomes da lista de mortos em megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão

RJ divulga os primeiros nomes da lista de mortos em megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão

O governador Cláudio Castro divulgou, na manhã desta sexta-feira (31), parte da lista com os nomes de mortos na megaoperação da polícia do Rio de Janeiro nos complexos da Penha e do Alemão na terça-feira (28).

De acordo com Castro governador, dos 117 suspeitos mortos na Operação Contenção, 59 criminosos foram identificados, todos com fichas criminais.

Chefes de tráfico mortos identificados na megaoperação

  • Russo, chefe do tráfico em Vitória;
  • Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus;
  • Mazola, chefe do tráfico em Feira de Santana;
  • Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás.

Origem dos Suspeitos

Entre os identificados, 22 são de outros estados (6 do Pará, 6 do Amazonas, 3 da Bahia, 2 de Goiás, 2 do Espírito Santo, 2 do Ceará e 1 da Paraíba).

Leia mais: TSE marca data de julgamento que pode cassar Cláudio Castro

Declaração do governador e balanço inicial

“Nosso trabalho é livrar a sociedade do tráfico, da milícia, de todo aquele que prejudica o nosso direito de ir e vir. Nós continuaremos trabalhando com técnica e respeito à lei, para que a gente possa estar devolvendo o direito de ir e vir”, afirmou o governador.

Desde terça, agentes do Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio realizaram uma força-tarefa para identificar os corpos. Além disso, dos 117 suspeitos, 4 policiais, dois civis e dois militares, também morreram na ação. Os corpos dos agentes mortos já foram enterrados.

Objetivo da operação e impacto comunitário

A operação, que envolveu 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, tinha como objetivo desarticular o Comando Vermelho e cumprir cerca de 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão.

A ofensiva resultou em confrontos intensos, especialmente na Serra da Misericórdia, e os moradores encontraram dezenas de corpos e os levaram até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, para facilitar o reconhecimento.

Principal alvo escapou

O traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca era o principal alvo da operação mas conseguiu escapar do cerco policial. Segundo as autoridades, a polícia considera o criminoso o maior chefe do Comando Vermelho (CV) em liberdade — na hierarquia, ele está abaixo apenas de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, ambos presos em penitenciárias federais.

Segundo Victor Santos, secretário de Segurança Pública do Rio, o criminoso usou “soldados” do tráfico para fazer uma barreira e escapar da operação.

O Disque Denúncia do Rio oferece R$ 100 mil para quem tiver informações sobre ele. Em sua ficha criminal, Doca nasceu em 1970 em Caiçara — há divergências em registros das próprias autoridades se sua origem é Caiçara no Rio Grande do Sul ou Caiçara na Paraíba. De acordo com as informações, ele entrou para o crime há pelo menos 20 anos. Já em 2007, a polícia o prendeu em flagrante por porte de arma e tráfico de drogas, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio.

Balanço final da operação

  • Mortes: 121 mortes, sendo 117 suspeitos e 4 policiais
  • Prisões: 113 presos, sendo 33 de outros estados, como Amazonas, Bahia, Ceará, Pará e Pernambuco
  • Apreensões: 10 menores infratores apreendidos
  • Armamento: 91 fuzis, 26 pistolas, 1 revólver apreendidos
  • Drogas: 1 tonelada de drogas apreendida

Operação Contenção

A megaoperação das forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro foi deflagrada na última terça-feira (28) nos Complexos da Penha e do Alemão.

A ação, parte da chamada Operação Contenção, foi justificada pela necessidade de desarticular lideranças do Comando Vermelho na região. Nesse sentido, cerca de 2.500 policiais civis e militares cumpriram mandados de prisão e busca na região. Além disso, 113 suspeitos foram presos e 118 armas apreendidas.

As equipes encontraram resistência armada intensa: houve relatos de troca de tiros, uso de barricadas incendiadas em vias expressas e ataques com drones por parte de criminosos, com o objetivo de atrasar o avanço policial.

O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, explicou que as forças de segurança criaram o chamado “Muro do Bope”, com agentes avançando pela Serra da Misericórdia para cercar os criminosos e empurrá-los em direção à mata, onde equipes do Batalhão de Operações Especiais já estavam posicionadas.

Na manhã seguinte à operação, moradores encontraram cerca de 70 corpos na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia. Eles foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas. No total, foram 121 mortos, incluindo quatro policiais: os policiais do Bope Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca e os policiais civis Rodrigo Cabral e Marcus Vinícius Cardoso.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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