Rodoviários do Expresso Marina entraram em greve nesta segunda-feira (17), em razão de atraso salarial. Com isso, duas empresas do transporte público da Grande São Luís estão paralisadas: a Marina e a 1001.
Atraso no pagamento de rodoviários
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, em entrevista à Mirante News FM, a Expresso Marina chamou os trabalhadores para assinar a folha de pagamento, mas não pagou o salário (ou não efetuou o pagamento do salário).
Veja as linhas de ônibus afetadas
Expresso Marina opera com as seguintes linhas de ônibus: Vila Cascavel, Mato Grosso, Tajipuru, Tajaçuaba, Vila Vitória, Cajupary/Nova Vida, Vila Aparecida, Cidade Olímpica, Santa Clara, Socorrão Rodoviária, São Raimundo/Bandeira Tribuzzi, Uema Ipase, Janaína Riod, Cidade Operária/São Francisco, José Reinaldo Tavares, Maiobinha, Tropical/Santos Dumont, Tropical/São Francisco.
Cerca de 270 ônibus a menos circulando em São Luís
A garagem da empresa fica localizada na Maiobinha. O expresso opera com 60 a 70 ônibus que atendem a região da Cidade Operária, Cidade Olímpica, Jardim Tropical e Vila Janaína.
Além disso, a paralisação da empresa 1001 continua nesta segunda (17), mantendo mais de 200 ônibus dentro das garagens. Além disso, a frota atende cerca de 15 bairros de São Luís e São José de Ribamar.
Com duas empresas paradas, milhares de passageiros enfrentam longas esperas e menos opções de transporte durante esta manhã de segunda-feira.
Impasse entre SET e Prefeitura por repasse de R$ 7 milhões
Em meio à paralisação, motivada por atrasos de salários e falta de pagamento de benefícios aos trabalhadores, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) afirmou, em nota, que a Prefeitura de São Luís não realizou o repasse de cerca de R$ 7 milhões em subsídio desde o início de novembro e que o sistema depende desse recurso para pagar os salários dos rodoviários.
O prefeito Eduardo Braide (PSD), segundo ele mesmo, condicionará o repasse do subsídio às empresas ao retorno de 100% da frota de ônibus às ruas.
A frota operante na capital está fixada em 80% desde fevereiro deste ano, quando a desembargadora federal do Trabalho Márcia Andrea Farias da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16), encerrou a última greve dos rodoviários por decisão liminar.