Um decreto do governo dos EUA aponta a Irmandade Muçulmana, fundada no Egito em 1928, como “uma rede transnacional com filiais no Oriente Médio”. De acordo com o governo americano, a irmandade “participa, facilita e apoia campanhas de violência e desestabilização”.
Alegações específicas e justificativas
O presidente americano alega que, após os atentados do Hamas em Israel no dia 7 de outubro de 2023, a facção libanesa da Irmandade Muçulmana lançou “múltiplos ataques com foguetes” contra alvos civis e militares israelenses.
No Egito, a organização incitou a “realização de ataques violentos contra parceiros e interesses americanos”, e na Jordânia “têm fornecido há muito tempo apoio material” ao Hamas. – Tais atividades ameaçam a segurança dos civis americanos no Levante e em outras partes do Oriente Médio, assim como a segurança e a estabilidade de nossos parceiros regionais – diz o decreto.
Prazos e próximos passos
A ordem de Trump faz com que Rubio e Bessent tenham 30 dias para elaborar um relatório sobre a designação da Irmandade Muçulmana e especialmente para suas células em Egito, Líbano e Jordânia. Em 45 dias após esse relatório, deverão ser tomadas as ações formais de designação conforme a lei correspondente.
Outras designações: O Cartel dos Sóis
Também na segunda-feira, o Departamento de Estado formalizou a designação, igualmente como grupo terrorista, do Cartel dos Sóis. Segundo o governo dos EUA o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, lidera a organização, e que ele nega a acusação.