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Fraudes no INSS: senador Weverton Rocha é alvo da PF nesta quinta (18)

Fraudes no INSS: senador Weverton Rocha é alvo da PF nesta quinta (18)

O senador maranhense Weverton Rocha (PDT-MA) é um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema nacional descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A Polícia realizou as ações na manhã desta quinta-feira (18).

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a operação, que ocorre nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

Alvos da operação

De acordo com as informações da PF, entre os principais alvos dessa fase da operação, além do senador Weverton Rocha, estão os seguintes nomes:

  • A Justiça afastou o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, do cargo e decretou sua prisão domiciliar. (O número 2 da Previdência é ex-chefe de gabinete do senador Weverton).
  • Romeu Carvalho Antunes, filho do “Careca do INSS”, foi preso;
  • Éric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis, foi preso.

O número de prisões ainda está em atualização.

Entenda o esquema de fraudes

A Polícia Federal revelou o caso em 23 de abril, após a primeira fase da operação. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.

O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

Apuração da CGU

Segundo o ministro da Controladoria Geral da União, Vinícius de Carvalho, informou à época, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura.

Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU.

O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) pediu demissão após sua gestão entrar em crise por conta da investigação. Wolney Queiroz, então secretário-executivo do órgão e atual titular da pasta, assumiu o seu lugar.

Governo está devolvendo valores descontados

Em julho, o governo anunciou a devolução do dinheiro descontado a aposentados e pensionistas que tiveram desconto associativo não autorizado. O repasse está sendo feito em parcela única e sem lista de prioridades.

O governo prorrogou o prazo para contestar descontos indevidos. O esquema lesou cidadãos, que podem solicitar a devolução do dinheiro até 14 de fevereiro de 2026.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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