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Expresso Rei de França/1001 volta a paralisar atividades após pagamento parcial Uma parte da frota chegou a sair da garagem no início da manhã, mas os veículos interromperam a circulação e retornaram à empresa, deixando novamente os usuários sem atendimento. Com isso, a frota da 1001 encontra-se totalmente paralisada. #r92 #notícias #MA

Expresso Rei de França/1001 volta a paralisar atividades após pagamento parcial

Uma parte da frota chegou a sair da garagem no início da manhã

No inicio da tarde desta segunda-feira (26), motoristas da empresa Expresso Rei de França (antiga 1001) voltaram a paralisar totalmente a frota de ônibus. Os rodoviários cobram o pagamento de salários e do décimo terceiro atrasados na capital maranhense.

Pagamento parcial

Uma parte da frota chegou a sair da garagem no início da manhã, mas os veículos interromperam a circulação e retornaram à empresa, deixando novamente os usuários sem atendimento. Com isso, a frota da 1001 encontra-se totalmente paralisada.

Atrasos de salários motivam paralisação

De acordo com os trabalhadores, apenas os motoristas que tiveram os valores quitados iniciaram as viagens nesta segunda-feira. Nesse sentido, os demais permanecem em greve e aguardam, em frente à garagem da empresa, uma resposta sobre a regularização dos pagamentos.

Os rodoviários informaram que a paralisação ocorre devido à falta de pagamento do salário referente ao mês de janeiro e do décimo terceiro salário, situação que tem se repetido e gerado insegurança entre os funcionários.

Empresa ainda não se pronunciou

Até o momento, não houve posicionamento oficial da empresa 1001 sobre a previsão de quitação dos débitos trabalhistas ou sobre medidas para normalizar a operação das linhas.

A paralisação teve início na noite da última sexta-feira (23), quando os próprios trabalhadores decidiram recolher os ônibus e suspender as atividades como forma de protesto pelos pagamentos pendentes.

Movimento não foi organizado pelo sindicato

No sábado (24), nenhuma linha da empresa 1001 operou. Marcelo Brito, presidente do Sindicato dos Rodoviários, informou que o movimento não foi organizado pelo sindicato.

“O sindicato não convocou a paralisação. Foi uma decisão dos próprios trabalhadores, diante da insatisfação com os salários e o décimo terceiro atrasados”, explicou.

A paralisação da empresa 1001 segue sem previsão de encerramento e depende de uma negociação que garanta a regularização dos pagamentos aos rodoviários.

O que diz a MOB

A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) acompanha a paralisação dos rodoviários da empresa 1001. A MOB esclareceu ainda que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos.

No mais, a MOB segue em diálogo com rodoviários e empresários, adotando, dentro de suas competências legais, as medidas cabíveis para contribuir para a resolução da situação”.

Posicionamento do SET

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informou que não recebeu nenhum comunicado oficial sobre a paralisação dos trabalhadores da empresa 1001, iniciada na manhã deste sábado (24).

Segundo o SET, a ausência de tal comunicado, pelo STTREMA, por si só, já torna o movimento ilegal e abusivo. Nesse sentido, ao pagar o subsídio com atraso, o Município de São Luís violou o acordo da Justiça do Trabalho, que estabelecia o vencimento para o 4º dia útil.

Por fim, ao ter aplicado descontos ao subsídio, o Ente Municipal agride novamente a decisões judiciais que as vedam, dificultando a pontualidade de obrigações trabalhistas pelas empresas.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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