Edit Template
Edit Template
BC abre investigação interna para apurar condução do caso Master

BC abre investigação interna para apurar condução do caso Master

Processos de liquidação extrajudicial são considerados fatos graves

O Banco Central abriu uma investigação interna para apurar a condução do caso do Banco Master. Nesse sentido, o foco será em eventuais falhas no processo de fiscalização e na decisão de decretar a liquidação extrajudicial da instituição.

Processo de auditoria

A auditoria é um procedimento sigiloso dentro do Banco Central e teve início logo após a liquidação do banco, ocorrida no ano passado. De acordo com o BC, o principal objetivo é entender por que a área técnica demorou a identificar o crescimento das operações consideradas de risco realizadas pelo Banco Master.

Sindicância foi aberta em dezembro

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, determinou a abertura da sindicância ainda em dezembro. Segundo relatos, o órgão considera os processos de liquidação extrajudicial fatos graves, que exigem registro detalhado e apuração interna.

Embora a auditoria tenha começado no fim de 2025, a informação só veio a público nesta quinta-feira (29), por se tratar de um procedimento protegido por sigilo institucional.

Mudanças na área de supervisão bancária

Desde a abertura da auditoria, dois diretores deixaram os cargos no Departamento de Supervisão Bancária (Desup). Essa é a área responsável por acompanhar a saúde financeira das instituições supervisionadas. Saíram do comando do departamento Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza.

O Desup é o setor encarregado de identificar riscos, acompanhar operações financeiras e apontar irregularidades no sistema bancário.

Liquidação extrajudicial do Banco Master

A crise envolvendo o Banco Master começou após suspeitas relacionadas a operações financeiras da instituição, que levaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial em novembro do ano passado.

Na prática, a liquidação extrajudicial significa o encerramento das atividades do banco, com a nomeação de um liquidante para assumir o controle da instituição e conduzir o fechamento das operações até sua extinção. A partir desse momento, o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

No ofício que assinou, Gabriel Galípolo justificou a decisão com base na situação econômico-financeira da instituição e na infração às normas que regem a atividade bancária.

Questionamentos do TCU ampliaram o caso

Outras instâncias passaram a questionar a decisão do Banco Central. O Tribunal de Contas da União determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados à liquidação do banco.

O Banco Central apresentou recursos contra a decisão, mas, dias depois, o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, reuniu-se com Gabriel Galípolo para tratar do impasse. Em 12 de janeiro, o BC retirou os embargos.

Segundo o Banco Central, a retirada do recurso fez parte de uma saída negociada para encerrar o conflito institucional. Como resultado, BC e TCU acordaram que as próximas etapas envolverão diligências técnicas sobre a documentação, em vez de uma inspeção formal.

Compartilhar artigo:

Leilane vilaça

Escritor e colunista

Edit Template

© 2025 Portal R92 – Todos os direitos reservados

×