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Menina de 7 anos tem overdose após usar caneta emagrecedora

Menina de 7 anos tem overdose após usar caneta emagrecedora

A menina recebeu soro na veia, o que ajudou a interromper os vômitos

Uma menina de sete anos deu entrada no hospital na Califórnia (EUA), após aplicar em si mesma um medicamento para emagrecimento da mãe.

Criança observou a mãe usando o medicamento

De acordo com a família, Jessa Milender costumava ver a mãe retirar da geladeira seringas com o remédio Mounjaro e aplicar o conteúdo no abdômen. Portanto, em um dia em que sentia dor de estômago, a criança foi até o refrigerador e pegou uma das seringas guardadas na prateleira de cima.

Sem avisar ninguém, Jessa repetiu o que havia observado e aplicou o medicamento em si mesma, acreditando que se tratava de um remédio para dor no estômago.

– Achei que fosse um remédio para o estômago, como o que minha mãe usa, e acreditei que ele curaria as dores dela – relatou a menina à emissora CBS 8.

Algumas horas depois, Jessa começou a vomitar e ficou muito fraca. Ao ser informada do que havia acontecido, a mãe, Melissa Milender, ligou imediatamente para o CalPoison, serviço de controle de intoxicações da Califórnia.

Estado de saúde apresenta piora

Com o passar das horas, o estado de saúde da menina piorou. Nesse sentido, durante quase dois dias, Jessa vomitava quase a cada hora, não conseguia comer nem beber água e ficou cada vez mais sonolenta.

Diante do quadro, Melissa decidiu levá-la ao pronto-socorro. No hospital, os profissionais informaram que havia pouco a ser feito além de monitorar os sintomas e manter a hidratação.

– A equipe do pronto-socorro não sabia o que fazer – disse a mãe.

– Eles ligaram para o centro de intoxicações, e a resposta foi a mesma que eu já tinha recebido. Eles não sabiam como agir.

A menina recebeu soro na veia, o que ajudou a interromper os vômitos, e teve alta médica com a orientação de manter a hidratação em casa.

No dia seguinte no entanto, ao tentar beber água, Jessa voltava a vomitar imediatamente e parou de urinar. Com medo de que os rins da filha estivessem sendo afetados, a mãe levou Jessa novamente ao hospital, onde a criança passou por nova avaliação médica e ficou internada por mais duas noites até que hormônios sintéticos GLP-1 se dissolvessem.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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