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PF prende ex-prefeito em operação sobre fraudes após enchentes no RS

PF prende ex-prefeito em operação sobre fraudes após enchentes no RS

A operação cumpre 20 mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal prendeu o ex-prefeito de Lajeado (RS) nesta quinta-feira (26), na segunda fase da operação “Lamaçal”.

Objetivo da operação

A ação apura possível desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados ao município, em razão das enchentes ocorridas no mês de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. Além disso, a primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2025 e a análise parcial do material apreendido corroborou a hipótese de direcionamento das licitações.

Investigações

As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social.

De acordo com a PF, há indícios de que as escolhas não observaram a proposta mais vantajosa. Assim, foi observado que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado.

Caumo foi prefeito de Lajeado entre 2017 e 2024. Em novembro do ano passado, ele foi alvo da primeira fase da operação e sofreu buscas e apreensão.

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Mandados de busca e apreensão

A operação desta quinta ainda cumpre portanto, 20 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

As buscas acontecem nos municípios de Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre, todos no Rio Grande do Sul. Nesse sentido, no decretado, ainda, o afastamento cautelar do cargo público ocupado por dois investigados. A PF não divulgou os nomes.

Na ação foram apreendidos três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos relacionados ao caso que serão analisados.

Possíveis penas

Os investigados poderão responder pelos crimes de desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verba pública, contratação direta ilegal, fraude em licitação ou contrato, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, lavagem de dinheiro, dentre outros.

Por fim, a defesa de Caumo, que afirmou que havia um depoimento do ex-prefeito marcado para o início de março e que não há razão para prisão temporária uma vez que a investigação ainda estava em curso. Além disso, a defesa também afirmou que não teve acesso a decisão que determinou a prisão.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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