Símbolo de resistência espiritual para muitos israelenses
Enquanto sirenes ecoavam no norte e no centro de Israel na madrugada do último sábado (28/02), moradores corriam para bunkers em meio à retaliação iraniana.
Orações e Cânticos
Dentro dos abrigos, cenas de oração e cânticos marcaram as primeiras horas da escalada militar envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã — considerada uma das mais graves dos últimos anos no Oriente Médio.
Relatos compartilhados nas redes sociais mostram grupos de judeus e cristãos reunidos em momentos de intercessão. Em Tel Aviv, vídeos publicados pelo analista político Saul Sadka registraram pessoas cantando e batendo palmas dentro de um bunker. Além disso, o guia turístico Isaque Levy divulgou imagens de cristãos com as mãos erguidas, louvando e orando enquanto aguardavam o fim dos alertas.
De acordo com Levy, o Irã lançou ao menos três ondas de ataques contra Israel ao longo da manhã. As Forças de Defesa israelenses acionaram sistemas de defesa aérea, e a população foi orientada a permanecer próxima a abrigos. Em paralelo, vídeos vindos do Irã mostram grupos nas ruas comemorando ataques direcionados ao regime do líder supremo Ali Khamenei.
Ofensivas
A ofensiva foi anunciada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que classificou a operação como necessária diante do que chamou de ameaça existencial representada por Teerã. “Durante 47 anos, o regime dos aiatolás gritou ‘Morte a Israel’, ‘Morte à América’. Este regime terrorista assassino não deve se armar com armas nucleares”, declarou. Segundo ele, a ação conjunta busca criar condições para que “o povo iraniano tome as rédeas do seu destino”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país iniciou “grandes operações de combate” com o objetivo de neutralizar ameaças consideradas iminentes vindas do Irã. De acordo com autoridades americanas e israelenses, os ataques têm como foco instalações militares, infraestrutura de mísseis e estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano.
Explosões no Irã
Informações divulgadas por agências internacionais indicam que explosões foram registradas em várias cidades do Irã, incluindo Teerã. A operação envolveria portanto, ações coordenadas por ar e mar, com o uso de mísseis de cruzeiro e bombardeios contínuos contra alvos estratégicos. O governo israelense afirmou que a ofensiva vinha sendo preparada há meses em alinhamento com Washington.
Analistas avaliam que o objetivo estratégico dos Estados Unidos pode incluir uma mudança de regime em Teerã. O príncipe herdeiro Reza Pahlavi se manifestou nas redes sociais pedindo mobilização popular. “Devemos permanecer focados em nosso objetivo final: retomar o controle do Irã”, escreveu, orientando a população a aguardar o momento oportuno para novas ações.
Resposta do Irã
Após os primeiros bombardeios, o Irã respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e contra bases americanas na região. Países como Iraque, Síria, Líbano e Jordânia fecharam temporariamente seus espaços aéreos. O cenário permanece em rápida evolução, com alertas de que o confronto pode se transformar em um conflito regional de grandes proporções.
Em meio à incerteza e à tensão militar, as imagens de fé dentro dos bunkers tornaram-se símbolo de resistência espiritual para muitos israelenses. Enquanto líderes mundiais pedem contenção, a população civil segue dividida entre o medo das explosões e a esperança expressa em orações