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Voçorocas em Buriticupu avançam e ameaçam moradores

Crateras gigantes crescem há quase 40 anos na cidade e já provocaram mortes, destruição de ruas e deslocamento de centenas de famílias.

O avanço das voçorocas em Buriticupu, no Maranhão, voltou a preocupar moradores e autoridades. As crateras gigantes, abertas pela erosão do solo, continuam crescendo a cada período chuvoso e ameaçam casas, ruas e estruturas da cidade.

Voçorocas em Buriticupu crescem e ameaçam moradores

O avanço das voçorocas em Buriticupu se tornou um dos principais desafios ambientais e urbanos da cidade maranhense. Localizado na região oeste do estado, o município convive há décadas com enormes crateras que se formam a partir da erosão do solo.

As primeiras voçorocas surgiram há cerca de 40 anos. Desde então, a passagem constante da água da chuva pelo solo arenoso e sem proteção vegetal acelera a abertura das fendas.

Além disso, o crescimento das crateras se intensifica durante o período chuvoso. Como consequência, moradores que vivem próximos às áreas afetadas enfrentam medo constante de novos desmoronamentos.

Atualmente, pesquisadores estimam que já existem 33 voçorocas em Buriticupu. Em alguns pontos da cidade, as crateras avançam rapidamente e atingem ruas e residências.

Nelson Almeida/AFP

Crateras já destruíram ruas e obrigaram famílias a deixar casas

Uma das voçorocas mais recentes avançou cerca de 18 metros apenas desde o início de 2025. Durante esse avanço, a erosão cortou ruas ao meio e chegou até áreas residenciais.

Por causa do risco iminente, autoridades retiraram 16 famílias de suas casas, que ficaram à beira das crateras. Em muitos casos, os imóveis ficaram literalmente suspensos na borda dos abismos formados pela erosão.

Além disso, o problema já provocou impactos ainda mais graves ao longo das últimas décadas. Segundo dados locais, as voçorocas em Buriticupu já causaram sete mortes.

Ao mesmo tempo, mais de 360 famílias precisaram deixar suas casas por causa do risco de desmoronamento em diferentes áreas da cidade.

Justiça cobra medidas para conter voçorocas em Buriticupu

Diante da gravidade da situação, a Justiça determinou que a prefeitura apresente medidas para conter o avanço das crateras e proteger os moradores.

O prazo judicial para comprovar as ações terminou no dia 5 de março. A decisão exige iniciativas para reduzir os riscos nas áreas mais afetadas.

Entre as medidas discutidas estão obras de drenagem, recuperação ambiental e remoção de moradores que vivem em áreas consideradas de alto risco.

Além disso, especialistas apontam que o controle das voçorocas em Buriticupu depende de ações estruturais. Entre elas estão a proteção do solo com vegetação, a melhoria da drenagem urbana e o planejamento adequado da ocupação do território.

Recursos federais buscam reduzir impactos das crateras

Para enfrentar o problema, o governo federal já destinou recursos para projetos de habitação e infraestrutura no município.

Em 2024, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional liberou quase R$ 8 milhões para a construção de 89 casas destinadas a famílias afetadas pelas voçorocas.

No entanto, parte das obras ainda não avançou. Atualmente, 27 casas estão prontas há quase um ano, mas ainda não foram entregues às famílias. Enquanto isso, a construção de outras 35 unidades permanece parada.

Além desses recursos, o governo federal também analisa ou já empenhou mais de R$ 50 milhões para projetos de drenagem, recuperação ambiental e reconstrução de áreas atingidas.

Assim, autoridades esperam que novas intervenções consigam reduzir o avanço das voçorocas em Buriticupu e garantir mais segurança para os moradores da cidade.

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