O ministro acusou alguns grupos de apostarem “no caos para fazer politicagem eleitoral”
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou os governadores por não aceitarem reduzir o ICMS sobre combustíveis.
Críticas sobre possível omissão
Boulos acusou os líderes dos estados de serem omissos diante da alta no preço do óleo diesel. Além disso, ele reforçou as ações do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atendendo às demandas dos caminhoneiros.
Boulos deu a declaração ao lado de lideranças dos próprios caminhoneiros, com quem se reuniu no fim da manhã desta quarta-feira (25). O ministro disse que “os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras que estão aumentando o preço artificialmente”.
“Da mesma forma, os caminhoneiros não podem pagar o preço da omissão de determinados governadores que não querem mexer no ICMS para que se consiga estabilizar o preço do combustível e do diesel em particular diante dessa guerra insana que o Donald Trump estabeleceu contra o Irã”, declarou o ministro.
Sugestão para redução do ICMS
O governo sugeriu, na semana passada, que governadores reduzissem as alíquotas de ICMS sobre combustíveis. O objetivo seria para aliviar os aumentos registrados nas últimas semanas, após o início da guerra no Irã. A recepção por parte dos secretários de Fazenda dos Estados não foi positiva. Nesse sentido, o o governo sugeriu, um novo formato de subvenção para a importação de combustíveis.
Guilherme Boulos disse que a reunião desta quarta teve o objetivo de falar dos “compromissos do governo” com os caminhoneiros. Disse que o Palácio do Planalto “vai intensificar as ações em relação à fiscalização” dos postos de combustível.
Suspensão da greve dos caminhoneiros
O ministro disse que “os caminhoneiros decidiram não fazer a greve porque uma medida provisória do governo atendeu a uma pauta que eles tinham desde a grande paralisação de 2018 no Brasil” em relação ao piso mínimo do frete.
Para Boulos, alguns grupos de apostarem “no caos para fazer politicagem eleitoral”. O ministro também afirmou que o governo não vai “deixar essa pauta de lado” com a decisão dos caminhoneiros de não realizarem uma paralisação.
O ministro disse que o governo manterá um canal de diálogo com os caminhoneiros enquanto a medida provisória que trata do piso mínimo do frete estiver em discussão no Congresso Nacional. “Hoje aqui firmamos o compromisso de, enquanto a MP estiver tramitando no Congresso, nós vamos manter uma mesa de diálogo permanente com os caminhoneiros tratando dos temas e lutando pra que não tenha nenhum retrocesso na medida provisória”, afirmou.
O que diz a categoria
O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Luciano Santos, também presente na reunião e na entrevista coletiva, reforçou o esforço que será feito no Legislativo sobre o assunto.
“A gente vai lutar por isso, a nossa luta agora vai ser no Congresso Nacional, a gente vai pressionar os deputados para ver de que lado eles estão”, declarou.