Ação desarticulou uma célula violenta do crime organizado que atuava em São Luís e Chapadinha. Entre os detidos, está um advogado acusado de atuar como mensageiro do tráfico.
Na manhã da quinta-feira (23), a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) deflagrou a Operação Fio Cortado, com o objetivo principal de desarticular uma célula de extrema violência ligada a uma organização criminosa de atuação nacional. Durante a ofensiva, os agentes prenderam cinco investigados que ocupavam posições estratégicas dentro da facção.
O foco e os alvos da Operação Fio Cortado
A ação foi coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC). A Operação Fio Cortado concentrou as suas diligências em endereços localizados nos municípios de São Luís e Chapadinha. Portanto, o objetivo das equipes era desmantelar o núcleo responsável pelas decisões logísticas e pela exploração do tráfico de drogas nessas regiões.
Segundo as investigações, a célula criminosa possuía um alto grau de organização e movimentava cifras milionárias através de atividades ilícitas. Por isso, a polícia mapeou o fluxo financeiro do grupo para conseguir identificar as mentes pensantes que comandavam o esquema de lavagem de dinheiro.

O advogado preso como mensageiro do crime
O detalhe que mais chamou a atenção durante o inquérito policial foi a participação ativa de um profissional do Direito. As apurações revelaram o envolvimento de um advogado que utilizava as suas prerrogativas legais para atuar como intermediário da facção. Ele repassava ordens diretas de um dos líderes da organização criminosa, que atualmente já se encontra custodiado no sistema prisional do estado.

Com base nessas provas, o Poder Judiciário expediu cinco mandados de prisão temporária, incluindo o do próprio advogado investigado, e outros cinco mandados de busca domiciliar. Dessa forma, a operação literalmente cortou a principal via de comunicação entre a liderança encarcerada e os criminosos que executavam as ordens de violência e venda de entorpecentes do lado de fora dos muros.
O impacto financeiro e o apoio nacional
As equipes táticas não se limitaram apenas às prisões físicas. A Justiça determinou o bloqueio imediato de aproximadamente R$ 610 mil em contas bancárias vinculadas aos alvos da investigação. Além disso, os agentes apreenderam veículos de luxo e diversos bens materiais que teriam sido comprados com o dinheiro sujo do crime organizado.
A Operação Fio Cortado integra o cronograma oficial da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ação demonstra a força da integração entre as tropas estaduais e nacionais para asfixiar financeiramente as facções criminosas e devolver a sensação de segurança para a sociedade maranhense.