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Justiça concede Habeas Corpus a Raphael Sousa, dono da Choquei

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) identificou “flagrante ilegalidade” na decretação da prisão preventiva. A decisão também beneficiou o funkeiro MC Ryan SP, que responderá em liberdade.

Uma grande reviravolta jurídica marcou os desdobramentos da Operação Narco Fluxo nesta quinta-feira (23). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou o pedido da defesa e mandou soltar o dono da Choquei, Raphael Sousa Oliveira. O influenciador estava detido no Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, unidade de segurança máxima em Goiás, mas agora responderá às acusações em liberdade.

Por que a Justiça mandou soltar o dono da Choquei?

A soltura ocorreu através de um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros analisaram os autos e identificaram uma “flagrante ilegalidade” na decisão de primeira instância que havia determinado a prisão preventiva do empresário. Por isso, Segundo a Corte, não havia elementos concretos que justificassem a manutenção de Raphael Sousa atrás das grades antes de um julgamento definitivo.

Redes Sociais (com IA)/Reprodução

A defesa do influenciador comemorou a decisão e reafirmou o posicionamento de que ele não possui envolvimento com organizações criminosas. Os advogados sustentam que o dinheiro recebido por Raphael é fruto exclusivo de contratos publicitários e da prestação de serviços de marketing digital, atividades totalmente lícitas e comuns no meio da internet.

A decisão também beneficia o funkeiro MC Ryan SP

Além do dono da página de entretenimento com mais de 27 milhões de seguidores, a mesma decisão estendeu o benefício ao cantor MC Ryan SP. O artista foi preso em sua residência no litoral paulista durante a mesma ofensiva policial, sob a acusação de ser uma das peças centrais do suposto esquema financeiro ilícito.

Vale lembrar que a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF), investiga o uso da indústria fonográfica e do mercado de influenciadores para lavar dinheiro do crime organizado. A PF suspeita que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão nos últimos dois anos. Portanto, pelo inquérito, Raphael agia como “operador de mídia” gerenciando crises de imagem e divulgar plataformas ilegais de apostas ao comando de cantores investigados

Os próximos passos da Operação Narco Fluxo

Apesar da soltura, é fundamental destacar que as investigações não foram encerradas. Tanto Raphael Sousa quanto MC Ryan SP continuam figurando como investigados formais no inquérito da Polícia Federal, mas agora terão o direito de se defender em liberdade. Então, o processo segue o seu trâmite legal no Tribunal Regional Federal.

As equipes da PF continuam analisando a vasta quantidade de materiais apreendidos durante as buscas, que incluem carros de luxo, joias, documentos financeiros e aparelhos eletrônicos. O cruzamento desses dados será crucial para que o Ministério Público decida se apresentará, ou não, uma denúncia formal contra os envolvidos no esquema bilionário.

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