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Senadores apresentam PEC alternativa à da Câmara sobre escala 6 x 1

Senadores apresentam PEC alternativa à da Câmara sobre escala 6 x 1

A proposta constitucionaliza princípios já previstos na reforma trabalhista de 2017 e se contrapõe ao texto aprovado pela Câmara

Um grupo de 36 senadores da oposição protocolou no Senado Federal, na madrugada desta quinta-feira (28), uma proposta de emenda à Constituição (PEC) alternativa ao texto aprovado horas antes pela Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6×1.

Flexibilização da jornada e acordos diretos

Parlamentares ligados ao setor produtivo encabeçam a proposta, que conta com assinaturas de nomes do PL, entre eles o senador e Flávio Bolsonaro.

O texto altera o artigo 7º da Constituição Federal para permitir que acordo individual entre empregado e empregador, convenção coletiva ou “livre pactuação contratual direta” estabeleçam as definições sobre jornada e escala de trabalho. Nesse sentido, a proposta constitucionaliza princípios já previstos na reforma trabalhista de 2017. Além disso, ela se contrapõe ao texto aprovado pela Câmara, que reduz a jornada sem prever alteração proporcional nos salários.

Prevalência do contrato individual

A minuta da PEC, elaborada no gabinete do senador Rogério Marinho, estabelece que o contrato individual poderá prevalecer sobre instrumentos de negociação coletiva.

Outro ponto central da proposta vincula o valor da hora trabalhada ao salário mínimo nacional ou ao piso salarial da categoria de forma proporcional à carga horária exercida. Pela redação apresentada, direitos trabalhistas como férias, 13º salário, FGTS e demais benefícios também passariam a ser calculados proporcionalmente às horas efetivamente trabalhadas.

Leia mais: Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que segue para o Senado

Estratégia da oposição no Senado

Na justificativa, os autores afirmam que a proposta busca “ampliar a liberdade e autonomia do trabalhador na escolha de sua jornada de trabalho”.

Além da apresentação da PEC alternativa, senadores da oposição articulam estratégias regimentais para retardar a tramitação da proposta aprovada pela Câmara no Senado Federal.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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