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Após ataques no Líbano, Irã volta a fechar Ormuz e ameaça cessar-fogo

Após ataques no Líbano, Irã volta a fechar Ormuz e ameaça cessar-fogo

Pelo menos dois petroleiros atravessaram a passagem marítima antes da nova interrupção

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz após ataques de Israel contra o Líbano nesta quarta-feira (08), em uma medida que aumenta a tensão no Oriente Médio e afeta o transporte global de petróleo.

Irã ameaça abandonar cessar-fogo após ofensiva de Israel

Segundo informações das agências Tasnim e Fars, o Irã considera abandonar o cessar-fogo recentemente firmado. O acordo previa a suspensão de ataques em todas as frentes por duas semanas, incluindo o território libanês.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, havia afirmado que o Líbano estava incluído no acordo entre Israel, Estados Unidos e Irã, mas o Exército israelense declarou que os ataques ao Hezbollah no país continuariam.

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Israel realizou nesta quarta-feira (08), o que classificou como o maior ataque ao Líbano desde o início do conflito. Além disso, autoridades iranianas afirmaram que suas forças armadas já estão definindo possíveis alvos para responder às agressões.

Antes do fechamento total do estreito, as autoridades haviam autorizado dois petroleiros a atravessar a rota estratégica desde que o cessar-fogo entrou em vigor. Com o bloqueio, o Irã paralisou o fluxo de navios, afetando diretamente o mercado internacional de petróleo.

A situação representa uma escalada significativa na região, com riscos para a estabilidade do Líbano, das fronteiras de Israel e da segurança energética global.

Os ataques de Israel no Líbano mataram 89 pessoas e feriram outras 700 pessoas, disse um porta-voz do Ministério da Saúde do Líbano à agência de notícias Reuters.

O porta-voz afirmou que 12 profissionais de saúde estavam entre os mortos no sul do país.

Balanço de vítimas e crise humanitária no Líbano

Os ataques atingiram diferentes áreas de Beirute, incluindo uma região próxima ao calçadão à beira-mar. Imagens mostram prédios danificados e fumaça intensa, enquanto ambulâncias circulam continuamente pela cidade.

De acordo com o Ministério da Saúde libanês, mais de 1.500 pessoas já morreram e cerca de 4.800 ficaram feridas desde o início do conflito, números divulgados antes da ofensiva mais recente.

A maior operação militar contra o Hezbollah

O Exército de Israel classificou a ação como a maior operação coordenada no país até agora. Segundo os militares, a ofensiva atingiu mais de 100 alvos ligados ao Hezbollah em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do território.

Em comunicado, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a ofensiva atingiu centenas de integrantes do grupo apoiado pelo Irã. Ele descreveu a ofensiva como o maior golpe contra a organização desde setembro de 2024, quando uma ação israelense provocou a explosão de milhares de dispositivos usados por seus membros.

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Leilane vilaça

Escritor e colunista

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