Com a saída de Cármen Lúcia, a presidência do tribunal passa a ser ocupada pelo ministro Nunes Marques
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (09), que deixará a presidência da Corte Eleitoral antecipadamente.
Antecipação da transição para 2026
De acordo com ela, o objetivo é dar mais tempo para que seu sucessor se organize diante da proximidade das eleições de 2026. O mandato da magistrada iria até o dia 3 de junho.
“Decidi que, ao invés de deixar para o último dia de mandato, em 3 de julho, a sucessão da presidência deste Tribunal Superior Eleitoral se inicie antes, com os procedimentos para eleição dos novos dirigentes da Casa e o processo de transição, para garantir equilíbrio e tranquilidade na passagem das funções”, argumentou a ministra.
Acúmulo de funções e foco no STF
Cármen Lúcia também indicou estar sobrecarregada com o acúmulo de funções no TSE e STF, e afirmou que sua saída do comando da Corte Eleitoral a permitirá dedicar-se integralmente ao Supremo. Portanto, com a saída de Cármen Lúcia, o atual vice, ministro Nunes Marques, assume a presidência do tribunal. Já o ministro André Mendonça assumirá a vice-presidência da Corte.
Convocação de eleições internas
A ministra convocou para o dia 14 de abril a eleição que definirá a nova mesa diretora. O processo, no entanto, é protocolar, já que a tradição estabelece que o ministro mais antigo que ainda não presidiu o tribunal ocupe o cargo.