Fidelis era quem assinava parcerias com associações e sindicatos
O empresário Maurício Camisotti fechou o primeiro acordo de delação premiada com a Polícia Federal sobre as fraudes do INSS.
Prisões e o núcleo financeiro
De acordo com a PF, Camisotti seria o beneficiário e personagem crucial do “núcleo financeiro” do esquema de fraudes de descontos associativos de aposentados e pensionistas. A polícia prendeu Camisotti em setembro, no mesmo dia que Antônio Camilo Antunes, o chamado “Careca do INSS”, que também continua detido.
Colaborações premiadas em negociação
Além da delação de Camisotti, outras duas relacionadas ao caso estão sendo negociadas: a do procurador federal Virgílio Oliveira Filho que está preso desde novembro do ano passado; e a de André Fidelis, diretor de benefícios do INSS até julho de 2024.
O governo o exonerou do cargo após uma série de reportagens do portal Metrópoles abordar esquemas fraudulentos de descontos sobre os vencimentos de aposentados.
Fidelis assinava parcerias com associações e sindicatos para que eles oferecessem serviços aos aposentados; em troca, as entidades aplicavam os descontos.
Expansão irregular e medidas corretivas
O resultado foi uma explosão no número de filiados e no faturamento da Conafer, o que levou o INSS a fazer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com essa entidade para que fossem revalidados os descontos.
Fraudes do INSS
A fraude no INSS revelou um escândalo envolvendo aposentados e pensionistas do INSS. Milhares de beneficiários tiveram parte de seu dinheiro descontado sem consentimento, o que levou a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) a abrirem uma investigação para apurar o caso.
A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal identificaram que havia uma prática recorrente de desconto de mensalidades associativas sem autorização de aposentados e pensionistas ou sem o seu conhecimento. Segundo a denúncia, alguns sindicatos e associações eram responsáveis pela filiação automática de aposentados.
O processo envolveu a investigação de pagamento de propina a servidores, uso de associações de fachada e lobistas.