A equipe trabalha com a possibilidade de liberar “um limite de 20% de saque da conta individual”
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a prioridade do governo, neste momento, consiste em adotar medidas para reduzir o endividamento da população, com foco em estimular o “crédito sustentável”.
Proposta de saque extraordinário do FGTS
Entre as iniciativas em discussão, as pessoas poderão fazer um saque extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas.
Frentes de atuação e limites de saque
Sobre o FGTS, Durigan explicou que há duas frentes: uma correção relacionada ao saque-aniversário com consignado e uma segunda medida de saque limitado.
Além disso, a equipe trabalha com a possibilidade de liberar “um limite de 20% de saque da conta individual”, voltado a trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos, grupo que ele disse representar “92% dos brasileiros”.
Impacto dos juros no endividamento
Durigan avaliou que, após o primeiro Desenrola e o início do ciclo de queda da Selic em agosto de 2023, houve recuo do endividamento, mas que “no fim de 2024 e durante 2025” a alta dos juros voltou a pressionar as dívidas de famílias e empresas.
– A relação é diretamente proporcional entre o aumento da taxa de juros e o endividamento das famílias, dos informais, das pequenas empresas e das grandes – afirmou.
Estratégia de renegociação e garantias
Ele disse que o desenho das medidas evita o “gasto público direto” e que a estratégia induz as instituições financeiras a reduzirem o saldo devido. Além disso, os bancos poderão refinanciarem com juros menores.
Expectativa de descontos e alcance social
O ministro afirmou esperar descontos elevados nas renegociações e que o governo deve exigir um abatimento mínimo.
– Estamos calibrando, mas espero que chegue a 90% – disse.
A expectativa, segundo ele, é atender “a mais de 30 milhões de pessoas”. Em relação ao impacto no FGTS, afirmou que a medida será “bem limitada e opcional” e estimou em torno de R$ 7 bilhões.